Tribuna do Leitor

Rodrigues de Abreu


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A lógica do sistema neoliberal é a de enxugamento da máquina administrativa. Numa clara aplicação da lógica de mercado à educação, o governo estadual do PSDB, na figura do senhor governador Geraldo Alckmin, segue sua sanha de desmantelamento do ensino público, fechando salas e escolas. Podemos chamar a isto de reengenharia educacional.

Assim como ocorreu em outras escolas, a próxima vitima é a escola Rodrigues de Abreu. O deputado estadual senhor Pedro Tobias afirmou que a referida escola será fechada para abrigar uma escola técnica. Tenho certeza que na avaliação da secretaria estadual de educação e também de nosso nobre deputado (eleito para defender nossos direitos), não foi levada em conta a opinião dos 64 professores, da direção, dos funcionários, dos 1099 alunos e muito menos da comunidade.

Se a desculpa para o fechamento da escola Rodrigues de Abreu sustenta-se na opinião (de quem?) de que a mesma funciona deficitariamente, podemos sugerir a utilização de vários prédios públicos que encontram-se desocupados . O governo do Estado, que usa a valorização do magistério como um baluarte de sua gestão, mantêm os profissionais da educação sem aumento a mais de 11 anos; o governador vetou a lei que instituía um máximo de 35 alunos por sala de aula; que fecha escolas em surdina e constrói Febem por todo o Estado.

Significa que ao invés de preocuparem-se com a educação de nossos filhos, o governo esta mais preocupado em puni-los, por terem sido excluídos do sistema social. Aos nossos filhos, ao invés de salas de aula... Celas!!!

O PSDB não governa pela pedagogia do afeto e sim pela pedagogia do medo. Querem nos dominar através da segmentação do ensino onde o filho do trabalhador tem de aprender somente até a página 12. Ignorantes são os que pensam que o povo é simplesmente massa de manobra.

Não podemos aceitar que todas as pessoas que fazer parte da escola Rodrigues de Abreu sejam remanejadas da mesma maneira como é feito com o gado. Zé Ramalho que me desculpe, mas não somos gado marcado.

Uma pergunta: onde se concentra a maioria das escolas particulares em Bauru? Nos centros ou na periferia?. Se para a escola particular é viável estabelecer-se na região central, por não a escola pública?

Será que o filho do trabalhador que não pode pagar mensalidades não tem o direito de escolher onde estudar? Será que estamos condicionando nossos filhos em “novos guetos” destinados as classes menos favorecidas pelo sistema excludente?

Conclamamos toda a população a lutarem pelo direito inalienável à educação. Exercer o direito a cidadania, lutando contra a opressão e contra o fechamento de escolas.

Todo povo desenvolvido tende a priorizar a prática da educação.

Assinam este manifesto Apeoesp, Udemo, CPP, Afuse, CUT, SindSaúde-Bauru, direção, professores, funcionários e alunos da escola

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