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HE fará mutirão para exame de DNA

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

No próximo mês, o Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo vai realizar um mutirão visando diminuir a demanda por exames de DNA pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Está previsto o atendimento de 730 famílias em um único dia, a ser definido pelas secretarias de Estado da Saúde e da Justiça e da Defesa da Cidadania.

De acordo com a assessoria de imprensa do HE, o mutirão está sendo realizado em 11 cidades do Estado e tem por objetivo acelerar o processo de investigação de paternidade, que demora, em média, um ano e meio para ser concluído. As pessoas a serem atendidas são aquelas que já entraram na Justiça requisitando o teste e estão esperando a oportunidade de realizá-lo pelo SUS.

O trabalho vai durar um dia inteiro e envolverá dezenas de profissionais de saúde do HE, da Secretaria de Estado da Saúde e do poder judiciário. O exame é feito pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia (Imesc).

O objetivo é descentralizar o processo de coleta de material genético - até então feito apenas na Capital -, facilitando o acesso aos requisitantes e aumentando a capacidade de emissão de laudos pelo órgão. Segundo a assessoria de imprensa do HE, a meta do Instituto até o final do ano é aumentar o número de laudos expedidos de 1,2 mil para seis mil por mês. Os pedidos são encaminhados ao Imesc pela Procuradoria do Estado.

A previsão da assessoria do HE é de que duas mil pessoas passem pelo hospital no dia do mutirão, uma vez que cada caso envolve pelo menos três personagens: pai, mãe e filho. Todos serão convocados oficialmente para fazer o teste.

Nesse processo, será utilizado um novo sistema de captação das amostras de sangue, que visa agilizar a coleta. O método consiste na retirada de uma gota de sangue em um cartão especial, a partir de um pequeno furo no dedo.

Como essa mudança, o tempo de espera pela resposta do teste de paternidade deverá cair de um ano e meio para dois meses.

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