Aos meus 60 anos de idade ainda tenho muita vontade de um dia passar a servir ao meu País por meio da política, mas, assim, não dá! Para essa questão de corrupção nos Correios, mensalão e tantas outras mazelas maiores e menores, há uma solução tão óbvia, simples, cristalina, objetiva, radical e definitiva, que fico pasmo e entristecido pela nunca adoção da mesma. Trata-se de o presidente Lula dar seu exemplo acachapante, vindo a público de alma escancarada para provar, com transparência incontestável, que seu patrimônio pessoal e familiar é no mínimo R$ 1,00 inferior ao de quando assumiu a Presidência da República. Esse seria o tiro de largada, não o cruzamento da linha de chegada. E se o Lula não faz isso agora, que outro presidente do Brasil terá biografia para fazê-lo no futuro, quando? O pior de o Lula não vir a público agora e com seu exemplo acachapante dar um fim radical imediato a toda essa bandalheira, é que essa insanada bandalheira vai continuar solapando indefinidamente o que há de mais sagrado neste País, que é a autoconfiança e a confiança neste País das crianças e, principalmente, dos jovens. Política é serviço ao público por excelência, não há absurdo algum em se almejar que o político seja incontestavelmente desprendido. Todos temos a opção de não nos dedicarmos à política quando a consideramos indigesta, ora bolas!
Nilson Avante