Este é o nome científico do “macaco” citado na carta desta tribuna aos 23/5/05. O Escritório Regional do Ibama em Bauru tomou ciência desta questão somente há menos de um mês. Estivemos realizando vistoria em Balbinos no dia 13 deste mês, no período vespertino, horário no qual esta espécie de primata é bem ativa. Estavam presentes conosco, nesta oportunidade, o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura local, o senhor prefeito, a diretora da escola estadual, a coordenadora de Saúde e moradores da cidade. Reputamos como uma das hipóteses para a presença deste animal na área urbana da cidade, sua provável expulsão pelos líderes de um grupo de primatas existente em vida livre, nos fragmentos florestais no entorno de Balbinos (primatas têm hábitos familiares). Soubemos que, há tempos atrás, tanto os Bombeiros quanto a Polícia Ambiental foram acionados e não conseguiram retirar o animal das árvores, onde o mesmo se encontra em vida livre. Estamos avaliando seus hábitos e já se observa características de domesticação, ou seja, ele aparenta sinais de adaptação à presença do ser humano, pois, segundo as informações a nós prestadas na vistoria, este bugio está na cidade há cerca de cinco a seis meses. Estamos propondo um trabalho de educação ambiental, que será desenvolvido após o período de férias escolares, conjuntamente com o Instituto Ambiental Vidágua, Zoológico de Bauru, Cati, Prefeitura de Balbinos e outras instituições que quiserem nos auxiliar, no sentido de orientarmos as crianças da Escola Estadual, da Emei, seus pais (Programa Família na Escola) e a população em geral como proceder perante o manejo proposto para este animal, inclusive em seus hábitos alimentares. Este primata, em vida livre, pode, espontaneamente, a qualquer momento, retornar à sua área de origem, abandonando a população da área urbana de Balbinos que já dele se apropriou, tal qual ocorreu há anos com o urubu Getúlio em Pirajuí.
Engenheira Lélia Lourenço Pinto - analista ambiental - Ibama de Bauru - RG 9434723