Li no jornal mais ou menos isso: “E o direito dos animais?” e “choro pelo meu animal de estimação que foi sacrificado”, mais, “precisamos achar um jeito de as pessoas colaborarem” ou “o quintal sujo é pior que o terreno sujo tantos por cento”... Gente,. se liga, todos esses comentários revelam que estamos a passo de formiga no combate a essa praga maldita.
Com tanta gente que até morreu, com tanta gente que estará morrendo, se a casa continuar assim, com tanto animal infectado por toda a cidade, com a região do Córrego da Grama e adjacências continuando a liderar nos casos humanos, a gente ainda fica naquelas!?... Dá para perder umas esperanças assim!
Mas vamos lá, esclareçamos um pouco: 1 - Animais com leishmaniose não têm cura. Sofrem muito, mas não sabem dizer, pois os estragos começam por dentro e só vamos perceber quando eles já estiverem com os sintomas externos, como pêlos caindo, feridas, unhas grandes, sangramentos, magreza, tristeza, etc. Quem os ama, nessa hora, deve preferir não vê-los sofrer mais, ainda porque poderão estar transmitindo a quem os rodeia, afinal, o minúsculo mosquito-palha pica sem que percebamos, junto com pernilongos, ao animal e a nós.
2 - O que está faltando para aquela operação de guerra contra a doença lá onde está o maior foco? (Guerra sem violência).
O que importa se onde tem galinha é mais arriscado que onde tem coelho ou cavalo? Todos não têm que ter os mesmos cuidados? O mosquito é diferente?
Será que pessoas mais esclarecidas e tratadas conforme seu jeito de entender, e sua simplicidade, não atenderão melhor sobre como colaborar? Elas têm dúvidas.
Será que folhetos enormes com dizeres pequenos e incompletos incentivam e esclarecem? Não será melhor que sejam menores e mais detalhados como, por exemplo, além dos cuidados a se ter, uma explicação sobre os sintomas dos diversos tipos da doença - e como fazer o teste e tratar?
Por que não se borrifa inseticida nas casas (e arredores) com casos, se essa medida é mencionada em todas as fontes sobre leishmaniose? E a vacina aplicada em 1939, com sucesso, descoberta por um brasileiro?
O processo de “educar” as pessoas e as medidas de controle são tão fundamentais quanto toda colaboração que houver. E a minha intenção é ajudar e não ofender ou competir. A minha campanha simples, humilde (que até agora só tem umas camisetas e corpo a corpo) também. E vai continuar.
Ana Maria Lellis Krupelis - RG 5.706.855-0