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Aos bravos combatentes


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Discute-se muito na historiografia brasileira e paulista qual teria sido a verdadeira natureza da chamada Revolução Constitucionalista de 1932, na qual São Paulo, lutando sozinho contra o restante da nação, foi derrotado militarmente.

A maioria dos historiadores defendem a posição de que, na verdade, não teria havido uma “revolução”, mas sim um “movimento” de descontentamento das elites estaduais paulistas, que, usando os meios de comunicação da época, conseguem mobilizar a população do Estado não para lutar contra o ditador Getúlio Vargas, mas sim combater pelos seus interesses econômicos e políticos.

Não querendo entrar na polêmica sobre a real natureza histórica do evento, a verdade é que São Paulo e sua população, apesar de derrotados militarmente, conseguem, com sua atitude, obrigar o autoritário presidente a convocar uma Assembléia Nacional Constituinte em 1933, que daria origem à Constituição de 1934, onde pela primeira vez as mulheres tiveram direito a voto, que passaria a ser secreto, aperfeiçoando o nosso sistema político.

Apesar dessas conquistas, o mais importante foi a participação da população paulista, que em muitos casos pagou com a vida sua vontade de mudanças e de luta contra a ditadura varguista.

Neste 9 de julho, devemos prestar nossas homenagens aos bravos combatentes da nossa cidade e de todo o Estado pela participação nessa revolução/movimento, pela sua coragem e desprendimento ao lutarem contra um ditador violento e por ideais que consideravam importantes.

Em memória ao meu amado e sábio avô, Durval Guedes de Azevedo, professor e soldado constitucionalista, e aos seus companheiros de farda, vivos ou falecidos, presto minha homenagem aqueles que acreditaram lutar por um país melhor, mais justo, mais fraterno, menos corrupto e violento e que apesar da derrota militar e da morte, conseguiram deixar um legado de luta, honestidade e responsabilidade social para com o próximo que hoje nos faz falta.

“Não importa quem éramos, somos irmãos na Glória.”

O autor, Fábio Paride Pallotta, é professor de História em Bauru

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