Na próxima semana, engenheiros da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico devem vistoriar o prédio da escola estadual Rodrigues de Abreu, localizada na área central de Bauru, para verificar quais adaptações serão necessárias para abrigar uma Escola Técnica do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. A informação é de Lourival Carmo Monaco, secretário-adjunto de Ciência e Tecnologia.
Ele lembra que o governo estadual liberou R$ 300 mil há uma semana para aquisição de equipamentos e, assim, iniciar a instalação da Escola Técnica em Bauru. “Esse dinheiro é para equipamentos, mas antes precisamos verificar as condições do prédio, se precisará de adaptações ou não, e do espaço que teremos à disposição”, explica.
O Centro Paula Souza é formado por 108 Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) espalhadas pelo Estado de São Paulo, que oferecem 52 opções de cursos de nível médio, e 17 Faculdades de Tecnologia (Fatecs) com 22 áreas de ensino.
Os cursos são gratuitos, com vagas preenchidas através de vestibulinho. Para ingressar no curso técnico, o candidato precisa ter concluído o 1.º ano do ensino médio. Ele pode fazer, ao mesmo tempo, o ensino médio e o curso técnico. A Escola Técnica é o primeiro passo para a instalação de uma Fatec.
De acordo com Monaco, as reformas e adaptações que serão feitas dependerão dos cursos que irão funcionar em Bauru. “Um curso na área de alimentação, por exemplo, exige laboratórios mais avançados do que um curso na área de gestão ou informática”, comenta.
Normalmente, conta Monaco, a Escola Técnica começa a funcionar com dois cursos. Como já estava previsto, as áreas de ensino que a Escola Técnica de Bauru vai oferecer serão definidas em acordo com setores da indústria e administração municipal, a fim de escolher profissões que tenham demanda de mão-de-obra em Bauru. O secretário municipal de Desenvolvimento, Walace Garroux Sampaio, adiantou que o principal critério de escolha será a necessidade do mercado.
A definição dos cursos será feita por 11 entidades de classe, membros do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru e prefeitura. Porém, até anteontem à tarde, ainda não havia data marcada para a escolha das áreas de ensino que serão oferecidas.
Após a definição dos cursos e conhecendo o espaço físico disponível, o Centro Paula Souza decidirá o turno das aulas. Segundo Monaco, há possibilidade da abertura de turmas em três períodos – manhã, tarde e noite. “Mas isso dependerá do número de salas de aula que teremos e dos cursos que escolherem. Se definirem por dois cursos, como a duração é de três anos, precisamos de seis salas de aula até o final do curso”, frisa.
O próximo passo será a contratação de professores e funcionários. A proposta, ressalta Monaco, é que a Escola Técnica comece a funcionar no início do próximo ano. “Nossa expectativa é que a demanda em Bauru seja grande. Nas demais ETEs, a média é de sete a dez candidatos por vaga”, diz.