Regional

Executivo quer um aterro apenas para resíduos de couro

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A cidade de Bocaina tem 114 empresas de tratamento de couro que produzem aproximadamente 40 toneladas de resíduos sólidos por dia e um milhão de pares de luvas de raspa de couro. O "lixo" do couro polui o meio ambiente e, para evitar a contaminação do solo, as empresas, com autorização da Cetesb, enviam o "farelo" para o aterro sanitário de Paulínia. O frete e o depósito custam cerca de R$ 100,00 por tonelada, valor que acaba encarecendo o produto vendido pelos empresários locais.

Para evitar o gasto, especialmente para um mercado que se apresenta contido ,na opinião do prefeito municipal, João Francisco Bertoncello Danieletto, é preciso buscar alternativas. “Os resíduos sólidos estão sendo levados para Paulínia e isso se torna bastante dispendioso. A prefeitura estuda a possibilidade de fazer um aterro industrial específico para atender o setor produtivo local e da região que é ligada ao couro e calçado.”

A área, segundo ele, já foi autorizada e aprovada pela Cetesb. “Recebemos recentemente um sinal positivo, através de uma empresa. A Sindicouro desenvolveu o projeto. Com o aterro, baixa o custo de produção não só para o pessoal daqui, mas para todo o setor calçadista que envolve ainda Jaú e Mineiros do Tietê.”

O prefeito admite que ainda existem empresários informais nesse setor. “Esses ainda poluem o meio ambiente. Eles não têm como justificar a retirada desses resíduos. Os formais têm uma certificação para poder transportar, têm DNA.”

Na opinião dele, os informais influenciam negativa no mercado. “Eles não registram os funcionários e o custo deles é bem mais baixo. Na hora da venda têm um preço mais baixo. Nosso objetivo junto com o Sindacouros é tirar esse pessoal da informalidade.”

O município quer descobrir quem são os informais, não para puni-los, mas para oferecer oportunidade e trazê-los para a formalidade.

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