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Churrasco garante domingo diferente

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Como acontece há 54 anos, a Vila Vicentina foi invadida ontem por milhares de visitantes em busca de um “domingo diferente”, descontraído e regado a boa comida.

A estimativa dos organizadores é de que 30 mil pessoas tenham passado pelo local durante todo o dia. O público seguiu a média dos últimos anos. A expectativa era para a arrecadação de aproximadamente R$ 70 mil.

O dinheiro, segundo explicou a diretora-presidente do asilo, Marlene de Faria Dalla Chiara, será utilizado na reforma do asilo, começando pela cozinha. O custo de toda a reforma necessária está em torno de R$ 300 mil.

Ao contrário do ano passado, ontem o tempo ajudou e mais uma vez cada espaço vazio dentro da Vila era intensamente disputado pelos visitantes. Luiz Antônio Beijo, 50 anos, consultor de imóveis, chegou com a família por volta das 10h30.

Ao lado da esposa, das duas filhas e de amigos, ele saboreava alguns pedaços de carne enquanto fazia elogios à organização da festa. Segundo ele, além da comida ser boa, o ambiente é propício para levar a família e encontrar amigos.

Esse clima de descontração e sossego, aliado à boa comida, de acordo com Beijo, seria o principal responsável por ele estar freqüentando a festa há tanto tempo. Ele conta que a primeira vez que participou do churrasco da Vila Vicentina foi há cerca de 20 anos.

Desde então, só não compareceu em três ocasiões porque estava viajando. Nos demais anos, esteve presente em todos e quando não puder ir, ele garante que as filhas e a esposa estarão lá representando a família.

Questionado sobre as razões que o levaram e ainda o levam a frequentar todos os anos o churrasco vicentino, Beijo brincou dizendo que ele e os amigos estão garantindo um “lugarzinho” na vila, quando estiverem um pouquinho mais velhos.

Sentados em um mesa debaixo de uma das muitas árvores da vila estava também a família Ricci. Sobre a mesa, uma garrafa com vinho tinto e muita carne. “Só vamos embora quando o vinho acabar”, brincava Carlos Ricci, 76 anos.

Com ele estava a mulher Mafalda Furlan Ricci, 73 anos, o filho José Nivaldo Ricci, 50 anos, e a nora Mercedes Gama Ricci, 49 anos.

Segundo eles, participar do churrasco já está se transformando em tradição. Depois de cinco anos consecutivos comparecendo à festa, a família esteve ausente no ano passado por causa de uma viagem, mas retornaram este ano. “Aqui nós sabemos que vamos passar um domingo diferente”, disse o aposentado José Nivaldo.

Eles dizem gostar tanto do churrasco que fizeram até uma sugestão aos organizadores: realizar mais de um por ano. “Devia ter pelo menos duas vezes por ano”, disse Mafalda. “O ambiente é muito gostoso e a comida é ótima”, ressalta José Nivaldo.

Mesmo com menos tempo de “casa”, o garçom Elsio Correia de Oliveira, 35 anos, também apontou o ambiente familiar como um dos principais atrativos da festa. O churrasco deste ano foi o terceiro que ele participou, mas já adiantou que voltará outras vezes.

“É um ambiente gostoso. A gente não vê briga e ainda tem lugar para as crianças brincarem”, justificou Oliveira, sentado ao lado da esposa Angela Maria Leandro Oliveira, 28 anos, e do filho Gustavo, 3 anos.

Embora ainda não possua a mesma repercussão do churrasco, outras duas festas estão se tornando tradicionais na Vila Vicentina. A Revoada, a exemplo de anos anteriores, está confirmada para o próximo mês de outubro. Em maio é a vez do Boi no Rolete, outra atração que começa a ganhar espaço na preferência dos bauruenses.

É com essas festas e outras atividades que a entidade busca complementar sua renda e cobrir a despesa de R$ 80 mil mensais. Atualmente, a Vila Vicentina atende 90 idosos institucionalizados e 15 no centro de convivência.

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