A polêmica sobre a implantação de câmeras de segurança nas avenidas Getúlio Vargas e Duque de Caxias deverá voltar à tona. Na reunião que o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro-Sul vai realizar amanhã, às 9h, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), esse assunto será um dos destaques.
De acordo com o secretário da entidade, Pellegrino Bacci Neto, apesar de já ter sido preterido em outra ocasião, o assunto deverá novamente entrar na pauta discussão pelo novo contexto que a cidade vive. “Hoje temos outro presidente na Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru) e os comerciantes também interpretam essa possibilidade de um outro ponto de vista”, destaca.
Ele lembra que na época em que foi discutido (março do ano passado), o tema acabou se esvaziando devido à declaração da Emdurb de que não haveria verba suficiente para realizar a operação. “Hoje a situação é diferente. A empresa tem outro presidente e podemos discutir novamente a viabilidade do projeto”, destaca Bacci Neto.
A idéia é implantar o monitoramento no trecho que se estende da quadra 2 até a 13. No total, seriam colocadas 16 câmeras ao longo da via. A princípio, a central ficaria instalada no prédio da Base Comunitária Sul. A avenida Duque de Caxias também entraria no sistema de monitoramento.
De acordo com Bacci Neto, a necessidade de monitoramento está ligada às constantes ocorrências policiais registradas no local. “Já tivemos registros de carros e casas depredadas, ameaça à segurança de moradores e comerciantes, som alto, entre outras coisas. Com as câmeras, ficaria mais fácil controlar essa situação”, destaca.
Para reforçar a tese, ele destaca a instalação de câmeras de monitoramento em cidades como Mogi das Cruzes, Praia Grande, São José dos Campos e Jaú. “O município vizinho já está começando a implantar as câmeras e isso vai ajudar na segurança. Quinze cidades do Estado já adotaram a medida”, frisa.
Troca
No ano passado, um grupo de comerciantes da avenida Getúlio Vargas sugeriu financiar a instalação das câmeras em troca da liberação do estacionamento em determinado trecho da avenida.
Na época, eles alegavam que a proibição estava comprometendo o faturamento de seus estabelecimentos. Bacci Neto diz que a proposta não vingou. “O problema da avenida não é de estacionamento, é de segurança pública”, destaca.
Jefferson Previero, que possui um estabelecimento comercial na Getúlio Vargas, acredita que não é necessário adotar as duas medidas de segurança juntas. “A proibição de estacionamento já resolveu boa parte dos problemas de vandalismo. Se colocar câmeras, acho que pode liberar o estacionamento novamente”, destaca.
Já Vanita Moreno Abede, proprietária de uma loja no local, destaca que a idéia de monitoramento é “perfeita”. “Nós ficamos muito preocupados com a ação de vândalos e criminosos na região. Seria importante contar com mais essa segurança”, frisa.
A reunião do Conseg Centro-Sul será realizada amanhã, às 9h, no Senai. Além da instalação das câmeras, serão discutidas questões relativas à venda de bebidas para menores de idade, iluminação pública, trânsito, entre outras coisas. A comunidade está convidada a participar.