Rural

Produtores temem pelo futuro

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 1 min

Além da Bauru Frutas, associados da Goiabrás (produtores de goiaba) também utilizam o espaço de aproximadamente 24 metros quadrados dentro do prédio da Casa das Sementes, de 4.500 metros quadrados, localizado na rua Inconfidência, a menos de uma quadra da avenida Nações Unidas. Ambas as entidades estão preocupadas com seu futuro, em função do prédio ter sido escolhido para abrigar o Poupatempo.

Instalados lá desde o início do ano, os produtores já investiram cerca de R$ 10 mil em reformas do espaço. Agora, a Bauru Frutas está em busca de outro local que possa abrigar seus produtores e os da Goiabrás para que o crescimento das atividades do grupo não seja inviabilizado por este problema.

“Nós estamos pesquisando alguns possíveis locais para a nossa futura instalação. Depois que tivermos algumas sugestões, pretendemos buscar a ajuda do deputado Pedro Tobias (PSDB), que está participando ativamente da negociação sobre a instalação do Poupatempo em Bauru”, diz o professor da Unesp, Aloísio Costa Sampaio, sócio benemérito da Bauru Frutas.

O presidente da associação, Luiz Carlos de Almeida Neto, diz que o local é perfeito para o grupo que, inclusive, é possível aumentar a capacidade de trabalho dos associados sem precisar ocupar mais espaço.

“Atualmente, nossa produção de maracujá é em torno de 25 toneladas ao mês. No barracão nós já temos espaço até para instalar o maquinário para o processamento da fruta. O local é perfeito para nós e já investimos muito”, lamenta.

Almeida Neto destaca que a associação é “totalmente a favor” da instalação do Poupatempo na cidade, mas que a interrupção dos trabalhos da entidade nesse momento pode inviabilizar os planos de crescimento futuro dos produtores.

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