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Vôlei: Brasil bate Japão e decide com Itália

Da Redação
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Sendai - A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei derrotou o Japão por 3 sets a 1 (25/20, 25/27, 25/20 e 25/22), ontem cedo, e se mantém invicta na fase final do Grand Prix, disputada em Sendai, no Japão.

Com o resultado, a equipe do técnico José Roberto Guimarães acumula três vitórias. A Itália, que passou pela seleção de Cuba por 3 sets a 1 (25/18, 21/25, 32/30 e 25/15), também não perdeu nesta fase. As italianas levam vantagem sobre as brasileiras no saldo de sets (oito contra seis).

Na outra partida de ontem, a China, atual campeão olímpica, derrotou a Holanda por 3 sets a 1 (21/25, 25/22, 25/20 e 25/19). Na madrugada de ontem para hoje, às 3h05, a Seleção Brasileira enfrentaria a China. O Brasil encerra sua participação contra a Itália, às 3h05 desta segunda-feira, no jogo que deve decidir o campeão.

No jogo de ontem, diante de um público de 8.600 pessoas, o Brasil mostrou força logo no primeiro set, com boa atuação da oposto Renatinha e um bloqueio forte. Sempre à frente no placar, fechou em 25/20 num ataque da outra oposto, Sheilla.

O Brasil perdeu um pouco o controle da partida no segundo set. Empurrado pela barulhenta torcida e errando menos, o Japão encaixava seu jogo de velocidade, enquanto o time brasileiro desperdiçava contra-ataques. O Brasil chegou a empatar em 23/23, porém, o Japão fechou em 27/25.

Depois do intervalo, a equipe brasileira voltou mais mais concentrada e com grande atuação da meio-de-rede Carol Gattaz, melhor bloqueadora do Grand Prix até aqui, retomou as rédeas da partida. Num erro de Takahashi o time do técnico Zé Roberto fechou em 25/20, com facilidade.

O quarto set foi mais disputado, porém, com o Brasil se impondo. Apesar de duas marcações erradas do árbitro, o time selou a vitória num ataque de Jaqueline. Paula Pequeno foi a maior pontuadora do jogo, com 23 acertos.

“Espiã”

Para a partida decisiva contra as italianas, o Brasil contará com uma informante especial: a oposto Sheilla, que joga na Itália. A jogadora disputou a temporada 2004/05 pelo Scavolini Pesaro e renovou por mais um ano.

Algumas das jogadoras que hoje vestem a camisa da Azzurra são suas companheiras de clube. “A meio-de-rede Guiggi e a ponta Del Core, que é a capitã da Itália, são do meu time. E a Del Core está voltando a jogar agora. Lá em Montreux ela me disse que teria que ficar uns 30 dias parada. Mas dei uma olhada no treino delas e vi que já tinha voltado a treinar”, revela Sheilla.

Outra jogadora italiana muito elogiada pela oposto brasileira é a número 9, Centoni. “Jogou comigo no Scavolini. Ela bancava meu time de tão boa que é. Hoje é titular da Seleção Italiana e acho que está como a melhor atacante do Grand Prix”, comenta Sheilla.

Na verdade, Centoni é a quarta melhor do fundamento nesta fase final, com 53,16% de eficiência. Quem lidera essa lista é sua companheira de equipe, Fiorin (57,53%). Sheilla aparece em 10o (46,81%).

Sheilla ressalta as maiores qualidades da equipe italiana e diz no que o Brasil precisa tomar cuidado. “É um time que defende muito e tem um bom bloqueio. São muito obedientes taticamente. Não por acaso venceram a China duas vezes por 3 a 0. Precisaremos sacar e atacar muito forte”, analisa Sheilla, que esteve em quadra no jogo decisivo do Torneio de Courmayeur, na Itália, onde o Brasil derrotou as anfitriãs por 3 a 0, assim como na semifinal da Montreux Volley Masters, na Suíça, em nova vitória brasileira: 3 a 1.

“Quando assistíamos aos vídeos sobre a seleção italiana em Courmayeur e Montreux, fiz alguns comentários, troquei algumas informações com o Zé. É sempre bom passar seus conhecimentos, tudo em prol do Brasil. Será um jogo extremamente difícil e delicado. Uma vitória, quem sabe, poderá nos dar esse título”, finaliza Sheilla.

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