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Volta às origens garante mercado


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O bordado não pode ser tão industrial e nem tão artesanal, precisa chegar a um ponto de equilíbrio para garantir seu espaço no mercado. Esta é a opinião do presidente do Sindicato das Indústrias e Comércio de Bordados de Ibitinga, Eliézer Turco.

Para ele, o momento é de resgatar o toque artesanal dos bordados. “Temos que preservar a tradição e acompanhar as necessidades e tendências do mercado. Temos reconquistado esse espaço com a volta as origens. Tivemos um período com nome muito forte. Sofremos algum tempo, mas hoje retomamos a característica original que é o bordado em si.”

Segundo Turco, o mercado está em expansão no Brasil. “Temos um espaço garantido pela nossa marca. Dentro de um panorama não muito favorável da economia brasileira, estamos notando uma pequena expansão.”

O bordado começou com os descendente de portugueses que bordavam a mão, ressalta Turco. “Elas faziam para a família e conhecidos. O bordado se tornou tão requisitado que foi preciso contratar gente e iniciou-se o processo. Passamos para o bordado feito pelas máquinas de pedal, depois para uma semi-industrial e hoje temos máquinas computadorizadas.”

O presidente da entidade enfatiza que os empresários de Ibitinga também estão investindo em outros segmentos. “O nosso forte é enxoval para noivas e bebês. Há empresários saindo desse segmento e investindo em decoração, especialmente em cortinas e acessórios, como almofadas.”

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