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Samu faz teste de glicemia no Calçadão

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Equipes de profissionais do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) estiveram na manhã de ontem no Calçadão da Batista para divulgar os serviços prestados à comunidade e a maneira inteligente de usá-los. Na oportunidade, efetuaram teste de glicemia para verificação do diabetes e mediram a pressão arterial da população para detectar possíveis casos de hipertensão.

As quatro viaturas do atendimento ficaram expostas para que as pessoas as conhecessem. De acordo com o enfermeiro do Samu, Paulo Abiuzzi, a vedete delas é a de transporte avançado. “É a mais bem equipada do Interior. Ela tem desfibrilador, um aparelho para socorro de pacientes com parada cardíaca, oxímetro e todos os equipamentos que se usa numa unidade de terapia intensiva.”

O diferencial dela é que, além de equipamentos, ela tem uma equipe formada por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e um motorista. “Todos os integrantes são terinados para prestar os primeiros socorros e atendimento pré-hospitalar. Isso possibilita que o atendimento tenha um resultado mais rápido e eficiente. Nossa pressa é chegar no local.”

Na unidade de suporte básico, a equipe é menor, porque esse tipo de paciente não necessita de tantos cuidados. “No atendimento básico, o médico não vai até o local. Temos um profissional que fica na central de regulação, é ele quem atende, faz a triagem e envia a viatura. A equipe tem contato com ele pelo rádio de comunicação interna, por onde poderá receber orientações, caso necessite”, diz.

O modelo de atendimento é francês e foi adotado pelo Brasil pela sua qualidade. “Em Bauru, o Samu começou em dezembro de 2004. Desde a implantação dos serviços estamos enfrentando dificuldades por falta de conhecimento da população. O Samu funciona 24 horas e é um serviço gratuito. Ele não se destina ao transporte de pacientes. Isso cabe às ambulâncias sociais.”

Segundo Abiuzzi, até pouco tempo, a população acionava o atendimento médico por doenças que não careciam de transporte. “Uma dor de ouvido, por exemplo. Agora temos a triagem feita por um médico. Nosso objetivo é atender as urgências e emergências.”

Experiência nova

Trabalhando há seis meses no Samu, os profissionais da saúde estão vivenciando emoções nunca experimentadas. “É muito emocionante quando a equipe consegue recuperar a vida de um paciente com parada cardíaca. Muitas vezes quando chegamos, ele já está roxo”, comenta o enfermeiro.

O nascimento de um bebê também fascina a equipe, conta Abiuzzi. “Muitas vezes fazemos partos em barracos e local de difícil acesso. Quando o bebê nasce é fantástico, por isso é importante a chegada da viatura no local. Nós levamos os equipamentos, medicamentos e os profissionais.”

O enfermeiro frisa que o Samu atende em média 100 chamados por dia. “Desse total, de seis a sete são urgências ou emergências. Cada atendimento tem uma história.”

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Atendimentos*

Dezembro 1.000

Janeiro 2.500

Fevereiro 2.000

Março 2.000

*números aproximados

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Mês passado

No último atendimento feito no Calçadão, a equipe de profissionais do Samu atendeu 325 pessoas. “Cerca de 15 apresentaram alterações de pressão e 3 estavam com a diabetes descompensada. Todos passaram por atendimento médico no local.

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