Politicando

Sangue azul? Não! Leite Azul...


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Meu pai morava na colônia existente no extinto Armazém Regulador de Café da Estrada de Ferro Sorocabana e comprava leite do Salvador Filardi, proprietário da Fazenda Noroeste. Certo dia comentou que o leite estava fraco, dando a impressão de que estava sendo batizado com água. Salvador escutou e nada disse. Foi até a mangueira e viu que próximo ao local onde era retirado o leite existia um tambor com água e uma idéia surgiu.

De noite, solicitou que Hugo Dal Colleto, seu sobrinho, colocasse “azul de metileno” no tambor e de madrugada, pé ante pé, na escuridão, Hugo cumpriu a tarefa. No dia seguinte, a clientela ficou sem leite, pois este estava azulado em virtude do “batismo” promovido pelo Hugo.

E se esta história se torna pública hoje, a grande responsável é a esposa do Hugo, dona Marina. Quem mandou me alfabetizar?...

Contada por Antonio Pedroso Júnior

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