Tribuna do Leitor

Valorize seu voto!


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Na verdade, todos tentam fazê-lo, mas não é possível. Veja a reeleição do Nixon. E lá é um país de primeiro mundo. Voltando à nossa “terrinha”, e também aos meus tempos de mocidade, lembro-me quando começamos a ficar devendo para o FMI. Preocupado, pensava: - “Como poderíamos pagar aquela conta”? Mudamos os governantes, deputados, senadores e presidentes. Eles nunca se preocuparam em relação a isso. Pelo contrário, aproveitaram-se dessa situação para tirar do povo, mais e mais, do pouco que este já ganha. Além de tirar mais e mais, nunca se preocuparam em conceder um aumento digno, ao menos para tentar-se sobreviver. A eles, sim, tudo, quando, na “calada da noite”, duplicaram e triplicaram seus vencimentos e mordomias, algumas que nós, coitadinhos, nem sabemos.

Fico com inveja do meu velho pai, que “felizmente” já morreu. Digo felizmente, pois não chegou a ver tantas “maracutaias”, tantas “pilantragens”, tantos furtos ao dinheiro público. “Meu Deus, é difícil de acreditar”. Malas de dinheiro indo de lá pra cá. Sem dono, ainda têm a coragem de dizer: “É o dízimo”. E os bancos, não é para isso que servem? Sabem por quê? Depositando, teriam que declarar esse dinheiro. É um absurdo. É inadmissível.

Para piorar, ainda aparece um tal de Roberto Jefferson, que denuncia o “tal do mensalão”. Denunciou, porque por algum motivo o impediram de continuar as suas falcatruas desonestas.

“Ora, faça-me o favor”!!! Quanta desonestidade, quanto desprezo para com todos. Não se paga ninguém. Precatórias ganhas a mais de quinze anos, julgadas pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília. Este, após dar ganho de causa, mandou o nosso “querido governador” pagar. Nosso governador simplesmente alegou falta de dinheiro e não cumpriu a ordem. E ainda aparece na TV dizendo que recuperou certa estrada, certo aeroporto e que está preocupado com os menos favorecidos.

Não tenho conhecimento de causa, mas pergunto: o que acontece a qualquer cidadão que deve para o Estado? Por exemplo, uma ação de alimentos. Não pagando, vai preso, até que o faça. Esses precatórios são consideradas como ação de alimento. O cidadão que não a recebeu talvez esteja passando por privações, até fome. Poderíamos “empurrar por quinze anos”, como está fazendo o governo conosco? Estou nesse meio, e se me perguntarem, forneço todos os dados, através de documentos.

Voltando ao começo deste “dasabafo”, concluo que não existe político honesto. Procurando a dedo, se acharmos alguns, estes serão “engolidos” pelos outros desonestos, e desaparecerão, como certo cidadão, que morreu antes de se empossar como presidente da República.

E ainda me obrigam a votar!!!

Em quem?

Luiz Carlos Pasquarelo - RG 3.053.575

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