Tribuna do Leitor

Precisa mais? Sim, vergonha!


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Sr. Roberto di Russe, não esqueci a vossa carta contundente no “muro das lamentações” Tribuna do Leitor, do Jornal da Cidade, publicado em 30/06 p.p., expondo com muita habilidade e ponderação uma análise evidenciando o pensamento popular do dia-a-dia sobre as diferenças existentes entre o sistema político austero anterior e a atual comédia da “dinheirocracia” (apelidado de democracia), o que exige medidas enérgicas.

O campeonato de corrupção atual corre alucinadamente e ainda aparecem uns inocentes em defesa dos patifes, com a esperança de algum dia serem reconhecidos para futuras “bocas livre” no atual mar de esgoto alimentado pelas lambanças com dinheiro público. Sem dúvida, o retrato hoje é de explícita decadência dos representantes da sociedade. É um subterrâneo da promiscuidade de autoridades ditas “salvadores de pátria” em conluio com deslavados pit bulls da economia por “tesoureiros” espertalhões que achincalham e desclassificam quem quer que seja se lhes ousarem dizer a verdade. “Salve” o mensalão, a mala preta e o cuecão!!! É preciso expulsar embaixo de chicotadas esses mercadores do Congresso, onde só se respira suborno e ainda riem em nossa cara.

Sr. Roberto di Russe, veja como as boas pedras se juntam. Ao lado de vosso artigo foi publicado no centro da página outro brado de alerta intitulado “Crise Política, Moral e Ética”, de autoria do professor Gabriel Ferrato, da Unicamp, e que, misturando-se as duas críticas, infere-se que escamcaram o fedor de gambá da política “Oportunty” da nossa falsa democracia. Temos que reconhecer também a coragem do deputado Roberto Jefferson, como a do Mal. Castelo Branco e do grande tribuno Carlos Lacerda.

O senhor nos pergunta: “Precisa Mais?". Precisa sim, precisa muito mais!!! É preciso uma enxurrada de coisas tais como “A marcha com a família”. É preciso acabar com as rotas de contrabando, de tráfico de drogas e de fraudadores de qualquer espécie. É preciso alterar a ambigüidade do sistema jurídico, reformar o descompasso do código penal instituindo pena de prisão perpétua e trabalhos forçados.

Precisa-se retroagir no tempo e punir os Ali-babás cassando direitos e propriedades de esposas, filhos e netos, pagar melhor os carteiros, aos professores, delegados de polícia, polícia militar, forças armadas, aumentar vigilância de fronteiras, dar oportunidades aos funcionários de carreira para detonar os vergonhosos e inúteis “cargos de confiança” existentes nos presépios de secretarias, reduzir drasticamente o exército de funcionários excedentes, pendurados nas estatais, diminuir os impostos, melhorar racionalmente a distribuição de terras, diminuir substancialmente o número de senador, deputado federal e estadual, melhorar as estradas de rodagem, subordinar, acabar com o carnaval da bandalheira pornográfica, degringolar os lucros exorbitantes dos bancos, destituir o capital internacional nas empresas de comunicação, acabar com o caos endêmico do INSS, que é uma vergonha nacional, etc e etecétera.

Para vilipendiar a nossa querida nação, só falta vender a Petrobrás e os vendilhões transformarem em boate o prédio do Congresso. Isto seria o fim do mundo.

Cidadãos cientes de seus deveres pode-se contar nos dedos. Muitos dirão: - Eu era feliz e não sabia!

Alfredo Figueiredo - RG 2.725

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