O Diagnóstico Ambiental de Bauru revela que o município possui importantes fragmentos de florestas para conservação e preservação no Estado de São Paulo. Na avaliação da diretora de projetos ambientais da SHS, Sheila Villela, as áreas remanescentes são representativas não apenas para Bauru mas também para todo o Estado. Isso porque o município apresenta grande diversidade de flora e fauna. Ela destacou a presença de felinos, que indicam qualidade ambiental, e apontou espécies como lobo-guará, lontra, tatu-bola, paca e cotia.
Uma das medidas apontadas para preservação da flora e fauna nativa são as trocas biológicas, possíveis com corredores ecológicos interligando as áreas de mata ciliar. O relatório ainda identificou 327 aves em Bauru e região, sendo que oito correm risco de extinção. O município ainda abriga, conforme o diagnóstico, 39 espécies de répteis.
O potencial altamente erosivo do solo de Bauru ocupa importante espaço no relatório. Villela demonstrou grande preocupação ao abordar o tema para técnicos da Prefeitura de Bauru e autarquias municipais. Ela foi categórica ao sugerir uma completa inversão no modelo de uso do solo bauruense: “Ao invés de querer plantar cana-de-açúcar ou laranja, que tal se dar à terra o que ela tem aptidão para fazer? É deixar crescer a vegetação. E Bauru pode virar um viveiro do Estado de São Paulo. Um viveiro do centro-oeste brasileiro. Porque ela tem aptidão para isso. Você pode plantar qualquer coisa. Só que você precisa suprir as carências para que aquilo seja produtivo.