A retirada do atendimento de urgência e emergência infantil do Pronto-Socorro (PS) Bela Vista há pelo menos três semanas colocou em dúvida o futuro da unidade para representantes do Conselho Gestor da Saúde do Bela Vista. Segundo eles, o fim deste serviço e a demora para o início da reforma poderiam indicar o fim do atendimento de urgência e emergência no local.
“A promessa do início da construção era para setembro de 2004. Até agora o prometido não foi cumprido”, reclama o coordenador do conselho, Wagner Ferraz. A reestruturação do PS faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a administração anterior firmou com o Ministério Público (MP). Os prazos e termos do acordo foram revistos a pedido da administração atual, mas a reforma foi mantida. Durante as mudanças, os serviços seriam realizados nas antigas instalações do Hospital do Paiva.
“Queremos que a prefeitura nos dê a data para irmos para o Paiva e quando teremos a unidade reformada, por escrito, com todos os serviços funcionando, inclusive o de urgência a emergência pediátrica”, diz Ferraz. De acordo com o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Aigiro Kamada, o início das obras dependem da locação das instalações do Paiva, ainda em processo na Secretaria de Negócios Jurídicos. Após isso, o local teria que passar por adaptações para receber pacientes. “Não posso adiantar prazos. Enquanto isso, (o PS) continua como está”, afirma.
Kamada diz ainda que a transferência da urgência e emergência infantil para o Pronto Atendimento Infantil, no PS Central é conseqüência da reestruturação da saúde, iniciada este mês. Segundo ele, as instalações da unidade do Bela Vista não são adequadas para atendimentos de urgência e emergência.