Primeiro foi o Waldomiro Diniz (escândalo da loteria e bingos do Rio e José Dirceu), depois o Wanderley José de Freitas (sócio da empresa que foi de Gushiken e que teve um crescimento “normal” de faturamento de R$ 151 mil em 2002 para R$ 1,3 milhão em 2004). Ambos trabalharam e moraram em Bauru. Agora, li no Estadão (16/7, página A7) que o Ministério Público Federal recomendou a Furnas Centrais Elétricas que suspenda o concurso para formar quadros de reserva para cargos de nível superior, médio e fundamental. Este concurso seria para substituir terceirizados, por erro proposital.
Adivinhem quem é uma das terceirizadas que não querem a contratação de concursados: a Bauruense Tecnologia, que fechou contratos que superam R$ 340 milhões entre 2001 e 2005 com Furnas. Enquanto isso, aqui na terrinha, o DAE e os Correios assinaram contrato sem concorrência pública e o Ministério Público está investigando. E o vergonhoso “aumento” de 0,1% (igual ao do Lula) para os servidores municipais vai ter como conseqüência a queda na qualidade dos serviços (que já é ruim), pois quem trabalha de graça é relógio. Qualquer empregador sabe que o seu maior patrimônio é o funcionário e que tem de investir nele (principalmente em quem comanda). A prefeitura, na contramão, pisa no servidor, finge que paga bem e o servidor paga na mesma moeda. Como não votei no Tuga e avisei os meus amigos servidores (que na sua maioria votou e apoiu o Tuga), posso dizer: vão reclamar para o Tuga, se o acharem!
Dirceu Ruiz - RG 12.328.378