Em treinamentos de desenvolvimento de trabalho em equipe nas empresas, costumo aplicar uma vivência que envolve a dramatização de pessoas possuidoras de deficiências físicas, como não ter a visão, a fala e um dos braços.
Os grupos com pessoas “especiais” têm determinados desafios a serem vencidos, dentro de intervalo de tempo apertado.
O que mais me chama a atenção nesse tipo de exercício é o surgimento de compreensão e principalmente de cooperação quando é mostrada a carência.
Geralmente, o grande problema no convívio profissional está junto aos funcionários que não têm deficiências físicas aparentes, mas têm ocultas e optam por escondê-las, por orgulho ou medo de serem subestimados.
Devido a isto, o fingimento prevalece e o trabalho em equipe tão esperado não acontece como deveria ser.
É muito comum nesse tipo de ambiente surgirem más interpretações. Como se sabe, a compreensão é a mãe da comunicação. Sem comunicação não há relacionamento.
Cabe à liderança dedicar tempo às pessoas e agir como técnico de futebol, que faz muitos diagnósticos, treina, orienta, lidera e, principalmente, cria um clima de espontaneidade.
O líder que não gosta de estar com pessoas, não pode ser líder nos dias atuais. O líder que não está estudando a arte de lidar com pessoas não sobreviverá. O líder que não conhece com profundidade sua equipe, não consegue liderar bem. Motivo: não conhecendo a equipe, não tem como ter confiança, estima e controle.
Nunca se falou tanto na importância das pessoas nas empresas como se falam hoje, através de revistas especializadas do meio empresarial.
O que não consigo entender é a teimosia ainda reinante, entre muitos líderes de não investir pesadamente no patrimônio humano.
Sugestão de melhoria
Contribua para um ambiente sadio no trabalho, pronunciando somente palavras de otimismo e coragem no seu dia-a-dia.
Davison de Lucas - Diretor da M. Davison & Associados