Tribuna do Leitor

A grande surpresa


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Sim, a maior, a grande surpresa da história política do Brasil-Império, Brasil-República Velha, e, pior ainda, Brasil República Nova, foi um deputado do Congresso Nacional, Roberto Jefferson, acusado de vender votos-propinas dos outros colegas aos projetos do governo. Finalmente, em sua consciência jurídica, advogado que é, se enojou, abriu a boca, pôs a público a vendagem de votos-propinas dos outros colegas, não se ficando na surdina, mas no secreto dos bastidores palacianos da Capital.

O que surpreende ainda mais é a euforia festiva do escândalo promovida pelos adversários de Lula, derrotados nas eleições. Por quê? Qual é a novidade? Desde quando, há séculos, se faz isso no Congresso Nacional, e fica tudo na surdina, nos bastidores? Fizeram, e estão fazendo, esse festival todo de escândalo (fingido) só porque foi eleito presidente da República um metalúrgico, não um doutor disto ou daquilo? Que é que deram ao Brasil e aos brasileiros os governos doutorais das Repúblicas? De um para o outro, rombos e roubos ao erário ou instituições estatais, dívida pública que aumenta sempre, para enriquecer da noite para o dia meia dúzia de mercadores do dinheiro e do poder, tão somente, “salve-se quem puder”.

Falam muito em ética, mas ética não é só para falar, representar; é tão necessária como o respirar; sem a ética só há duas caras, ambas malévolas, falsidades, roubos, crimes de toda espécie, disputas, perversões, violências, um inferno em tudo, uma violação às leis eternas e sagradas da vida, da existência, do seu Criador que chamamos Deus.

Sem ética não se pode viver dignamente, menos ainda sobreviver. É a sub-vida.

Dib Mereb - RG 8.510.805

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