A periferia de Piratininga se diferencia da maioria das cidades brasileiras. No lugar das favelas ou dos núcleos habitacionais, ela é cercada de condomínios. Eles formam um “cinturão” nobre sem alterar o meio ambiente que foi preservado por uma área verde.
Na opinião do coordenador de turismo da cidade, Paulo Coimbra, Piratininga tem esse diferencial em relação a outras cidades. “Normalmente, os municípios são cercados de favelas ou de casebres. Aqui, aconteceu o inverso. A cidade foi cercada de loteamentos. São sete condomínios de excelente padrão.”
De acordo com ele, a cidade ficou protegida. “Entre a cidade e esses loteamentos existe uma área verde a ser explorada ainda. Nesse espaço temos uma série de coisas como uma pista de aeromodelismo e um Spa. São áreas que podem ser usadas para novos loteamentos ou mesmo para um hotel-fazenda.”
Os lotes, de 600 metros quadrados em média, atraem cada vez mais os moradores de Bauru. “Uma pesquisa revelou que 3% dos moradores vieram de Bauru.”
Desenvolvimento industrial
Atrair empresas para o distrito industrial também pode contribuir para o desenvolvimento da cidade. Para isso, a administração pública municipal desencadeou um plano. “Em 2004, instalamos um poço. Neste ano, colocamos energia e água encanada em cada um dos 80 lotes.”
Localizado a 1.800 metros do Centro da cidade, na rodovia Bauru/Ipaussu, o distrito ocupa uma área de 121 mil metros quadrados. Duas empresas já se instalaram no local. Uma na área de mecânica e outra na área de cosméticos.
Outras duas empresas deverão se instalar brevemente, comenta o coordenador da prefeitura. “Uma fábrica de colchão e outra de sofá. Ambas estavam instaladas no distrito industrial de Bauru, mas não tinham sede própria. Aqui, elas ganharam o terreno e vão se instalar definitivamente.”
As regras para a instalação das indústrias no distrito de Piratininga, de acordo com Coimbra, contempla as empresas com o terreno.
A meta não é atrair empresas que estejam instaladas em Bauru, mas as do ABC paulista que queiram vir para o Interior. “Nós queremos que a região se desenvolva. Vamos buscar as empresas. Acredito que muitas delas virão pela questão da localização geográfica do distrito e pela possibilidade de ter imóvel próprio.”
Uma multinacional estaria “namorando” a cidade para instalar uma filial. A prefeitura aguarda a assinatura do contrato para divulgar o nome, segundo Coimbra.