Política

Funcionários do Cteep lutam contra perda da estabilidade

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Eletricitários (Sinergia) de Bauru promoveu ontem uma assembléia com os funcionários da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) para avaliar a proposta de flexibilização de 2% dos 3 mil postos de trabalho apresentada anteontem pelo governo do Estado de São Paulo. Os 300 funcionários da unidade de Bauru cruzaram os braços ontem, numa demonstração de mobilização da categoria. A mesma paralisação ocorreu anteontem em todo o Estado.

O diretor do departamento jurídico do Sinergia, Francisco Vagner Monteiro, o “Chicão”, explica que a proposta do governo estadual sinalizaria para a iniciativa privada, interessada em comprar a empresa, que não existe acordo com garantia de estabilidade. A data-base da categoria é junho, mas nenhum acordo foi fechado até agora.

“Nas mãos da iniciativa privada, a partir do ano que vem, a empresa demitirá 60 trabalhadores por mês, o que vai dar 720 em um ano. Se não voltarem atrás, a gente vai para a greve no próximo dia 8”, calcula o sindicalista. Ele informou que o leilão de privatização da empresa está marcado para o dia 8 de fevereiro do ano que vem.

Monteiro explicou que a greve seria uma estratégia para a manutenção da cláusula de estabilidade, pois jogaria a discussão para o grupo que adquirir a Cteep. “A população pode ser afetada porque a greve é por tempo indeterminado”, avalia. Ele garante que a empresa estatal está com seu quadro funcional enxuto.

Anteontem, sindicatos e a Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento se reuniram em São Paulo para discutir a questão.

O presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antonio Carlos dos Reis, conhecido como Salim, ressaltou que a mobilização é a única maneira da secretaria levar a sério as reivindicações. Ele entende que a atitude do Governo do Estado aproxima segmentos sindicais.

“O governo conseguiu fazer algo inédito, que é unificar os sindicatos. A unidade de ação é que faz com que a gente consiga nossos objetivos. A secretaria quer fazer demissões e isso o sindicato não vai permitir”, ressalta.

Ontem, além do Sinergia ligado à CUT, participaram da mobilização na porta da empresa o Sindluz de Bauru e a CGT.

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