Embora, no geral, a incidência de ocorrências policiais registradas nos 89 municípios da região - área de abrangência do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-4) e do Comando de Policiamento do Interior (CPI-4) - tenha sofrido queda no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2004, o percentual de latrocínio frustra as avaliações mais otimistas.
Segundo dados também divulgados nesta semana pela Secretaria da Segurança Pública, o número de casos de roubo seguido de morte (latrocínio) aumentou 800% entre os períodos comparados. Nos primeiros seis meses do ano passado a polícia não registrou casos dessa natureza, mas em 2005 foram notificados oito deles.
“Trata-se de um delito atípico no Interior. Com certeza reflete a insegurança do assaltante. O camarada está tão tenso que dispara a arma até quando não há reação (da vítima)”, explica o comandante do CPI-4, coronel Daniel Barbosa Rodrigueiro. De acordo com ele, trata-se de um dos crimes mais violentos.
Concorda com a avaliação a filha de uma mulher que morreu, quando três homens renderam o marido dela num assalto à residência do casal. “A gente se sente desprotegido. Quanto mais a polícia se aparelhar, melhor”, afirma, ainda abalada com o recente crime. Na opinião dela, que pediu para ter o nome preservado, as operações policiais devem ser ininterruptas.
Neste sentido, para coibir tragédias como a enfrentada pela família da vítima, a Polícia Militar aumentará o número de revistas pessoais. A idéia, informa o coronel Rodrigueiro, é localizar armas de fogo.
“A grande maioria dos latrocínios é praticado com armas de fogo. As revistas serão feitas apenas em pessoas que estiverem em atitude suspeita”, esclarece. O comandante ressalta ainda que o aumento de 3,12% no total de roubos também está na mira da polícia.
Mas a PM comemora a redução nos casos de homicídio que, na opinião dele, é fruto de uma gestão de segurança pública mais adequada.