A Polícia Militar (PM), instituição responsável, via convênio, pelas autuações ao desrespeito às regras do Estacionamento Rotativo, informou que a fiscalização da área azul não é a prioridade de sua atuação onde o sistema está implantado.
Segundo o sargento Sílvio Carlos Rossi, supervisor de Trânsito da 1.ª Companhia da PM, a primeira preocupação dos policiais refere-se à fluidez do tráfego e ao combate às infrações que coloquem em risco a segurança de motoristas e pedestres. “Quando (o trânsito) está tranqüilo, fiscalizamos a área azul”, revela Rossi.
Ele admite “dificuldades” para a corporação controlar a rotatividade proposta pelo sistema e sugere que os próprios usuários avisem a polícia sobre eventuais violações. “Mas não dá para empenhar todo o efetivo na área azul”, completa.
O sargento rejeita, porém, que a PM não esteja fiscalizando o setor e lembra que, até 31 de julho deste ano, foram aplicadas 2.484 multas referentes à falta de cartão da área azul, o que resulta em pouco mais de 12 autuações diárias.
A PM repele, ainda, qualquer insinuação de que tenha “aliviado” a fiscalização depois que os policiais deixaram de receber, em outubro de 2003, gratificação de um salário mínimo (R$ 240,00 à época) estabelecida através de convênio com a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). “Nossos registros indicam que antes da gratificação aplicávamos mais multas”, diz Rossi.