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Pílula do dia seguinte começará a ser distribuída

Da Redação
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Após cinco meses no estoque, a pílula do dia seguinte, anticoncepcional de emergência, estará à disposição das mulheres de Bauru a partir de segunda-feira. A Secretaria Municipal de Saúde anunciou ontem, através da assessoria de imprensa da prefeitura, que iniciará a distribuição da pílula no Pronto Atendimento da Maternidade Santa Isabel que funciona 24 horas por dia.

O contraceptivo só será liberado mediante situações emergenciais como rompimento do preservativo, esquecimento do uso da pílula ou do anticoncepcional injetável, deslocamento do diafragma e violência sexual, informa a nota da assessoria da prefeitura distribuída à imprensa. “É preciso alguns cuidados na hora de prescrever o remédio”, alerta a secretária de Saúde, Tereza Faifer.

Antes de ser medicada, a paciente terá que passar por consulta e receberá orientação rigorosa sobre o medicamento. Além disso, a pílula só será liberada mediante a assinatura de termo de consentimento esclarecido, que vai conter informações sobre os efeitos colaterais, os acompanhamentos necessários após o uso e, principalmente, sobre os riscos de consumo habitual da medicação.

Isso porque o medicamento tem várias contra-indicações, potenciais efeitos colaterais e riscos como náuseas, vômitos, alteração do ciclo menstrual, aumento de pressão arterial, depressão mental, além de provocar dores nas mamas, na cabeça, no abdome e no estômago.

A pílula também não deve ser utilizada por pacientes com histórico de câncer de mama ou ginecológico, com doenças cerebrovasculares, embolia pulmonar, isquemia cardíaca, apoplexia, hipertensão arterial, diabetes e tumores hepáticos. Mulheres que consomem mais de 15 cigarros por dia ou tenham mais de 35 anos também devem tomar cuidado com o medicamento.

Todos estes esclarecimentos, além da identificação da paciente mediante apresentação de documentos, compõem o termo de consentimento esclarecido que deverá ser assinado no ato do recebimento da pílula em duas vias. Uma cópia ficará com a paciente e a outra, arquivada no local responsável pela dispensação da pílula.

Outra precaução tomada pela Secretaria de Saúde será o monitoramento da rede para saber se está havendo freqüência de uso por determinada paciente.

A remessa, com 660 pílulas, foi repassada à Secretaria de Saúde pelo Ministério da Saúde em março. Deste então, o contraceptivo estava estocado porque não estavam definidos os critérios de distribuição - o prazo de validade do medicamento vai até fevereiro 2006.

A secretária de Saúde pondera, no entanto, que os lotes foram enviados aos municípios sem orientações quanto à política de distribuição. “Enquanto gestores da Saúde, nosso papel vai além da simples distribuição. Temos que ter a responsabilidade de orientar sobre os prós e contras do método, que deve ser utilizado em caráter excepcional, e não como método regular. Temos que orientar como a pílula deve ser utilizada, sem incentivar o sexo inconseqüente, não só no aspecto da gravidez indesejada, mas também na transmissão de doenças pela não utilização do preservativo”, argumenta Tereza Faifer.

A medida do prefeito Tuga Angerami (PDT), de determinar a distribuição da pílula na Maternidade Santa Isabel, baseia-se no convênio existente entre Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que administra a maternidade, e a prefeitura. Pelo convênio, o município repassa R$ 30 mil mensais para pagamento de honorários de médicos que prestam serviços ao pronto atendimento e assistência ambulatorial a gestantes de alto risco, bem como para custeios deste atendimento.

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