Leio neste JC a iniciativa da sociedade civil em proteger e resgatar o idioma português. Pois bem, já eu digo; “o lingua difícil sô”!
Nosso idioma precisa urgente, isto sim, é de uma reforma que elimine tantas regras clássicas, acentos e imposições gramaticais que tornam o idioma um “arabesco verbal”, cuja razão de ser começa na própria Antiguidade, quando da dominação do Império Romano a um povo de uma terra assim chamada Lusitânia, povo este que não podendo resistir em armas ao invasor, inventou um idioma de tal forma complicado que impedia no dia-a-dia a compreensão dos senhores de Roma. Nascia o idioma português como lingua de “defeso” tal e qual o malandro de nossos dias que inventa expressões em seu mundo de marginália e que os honestos não entendem, sendo que apenas a polícia a domina, por dever profissional!
De lá para cá, em nosso idioma o que era “só” complicado ficou rebuscado, não obstante algumas reformas aqui e acolá...
O fato é que uma lingua tão “amorfoseada” dificulta seu aprendizado pelo resto do mundo ocidental e até mesmo pelo próprio povo que deveria domina-la e neste ponto, penso eu, aceitar alguma simplificação não significaria oficializar o barbarismo. E no que toca aos outros povos, ainda que com as mesmas raízes latinas, ou pior, pelos que professam o idioma de “Albion” (inglês), aprender português torna-se uma tarefa árdua (perguntem a qualquer norte-americano quanto termpo ele demorou para aprender nosso idioma), contribuindo negativamente como entrave à nossa efetiva inserção enquanto nação política, cultural e comercial nas relações internacionais!
Sem querer justificar muito, o idioma inglês não é complicado bastando para começar a dominá-lo dois verbos básicos é o resto é esforço nos dicionarios e alguma leitura de jornal. O francês tem lá seus verbinhos metidos, mas nada que assuste bastando novamente muita leitura. O espanhol e o italiano para nós que já falamos portugues é de “tirar de letra” bastando comparar a quantidade de preposições básicas. Em italiano “di-a-da-in-con-su-per-in-tra-fa”, dez!...; e quantas temos em nosso idioma? No idioma alemão, é bem verdade, a paciência torra com tantas declinações, mas quem quer vai Porém, a lingua germana tambem é um exemplo de “idioma isolado”!
Afora os realmente execráveis “linguicídios” tais como o “menas” (tão ao gosto de sua Excelência) ou o “nóis vai” e “nóis fumo” sem falar nos “entrá prá dentro", "sai prá fora”,"subi prá cima” e “descê prá baixo”, um idioma tão sonoricamente belo como o nosso não necessita ser assim tão complicado em sua correta estrutura!
Amo este idioma como amo este País, mas não nego que tanto a um quanto ao outro esta é verdadeiramente uma relação de “amor e ódio”! Amplexos a todos e mui grato!
Paulo Boccato