No ano passado, nosso presidente Lula auxiliou na abertura de mais um pouco da cova da democracia. O governo afirma que, instituindo cotas nas universidades, compensará a exploração de índios e negros - como se tal fato pudesse ser compensado - e tornará o Brasil um país mais justo.
Evidentemente, por meio de tal medida, tenta-se instituir no País uma democracia racial, que segrega devido às etnias, com o preconceito espreitando atrás de cada cipestre. Afirmar que há a necessidade de cotas é dizer que os negros e índios são intelectualmente inferiores às demais pessoas - é óbvio que trata-se de um absurdo. E existe também - não sejamos ingênuos - um interesse político imenso nas cotas, as quais, por certo, garantirão muitos votos ao governo atual.
Outrossim, como o Brasil pode dizer que o racismo é crime e o IBGE se referir aos membros da etnia negra como pretos?
Em Atenas, berço da democracia, Clístemes instituiu a democracia: todo o cidadão era igual perante a lei. Obviamente, a igualdade não era total, pois nem todos eram cidadãos. A nossa Constituição afirma que todos são cidadãos, mas não têm direitos iguais. Um índio pode matar um branco sem ser punido; mas se o branco matar o índio ele é preso. Justificativa: o índio não está integrado à sociedade. Mas se o índio não está integrado à sociedade, como ele é um cidadão? Mais que isso: como se explica o fato de terem roupas e muitos terem carros, Internet e falarem português?
Portanto, como foi explicitado, os membros da marcha fúnebre da democracia só aumentaram. A democracia brasileira veio há pouco tempo, só foi vista de longe, pior: o povo brasileiro acha que vive num regime de igualdade e respeito étnico, mas estamos piores que os americanos: sequer sabemos da verdade.
José Arnaldo Shiomi da Cruz - estudante - RG 35.334.908-2