Trocar a moto é sempre uma experiência agradável. Afinal, quem é que não gosta de sair por aí montado em uma nova máquina “zerada” ou em uma usada em bom estado? Mas nessas situações o motociclista precisa redobrar a atenção. Isso porque cada motocicleta exige uma pilotagem diferente e adequada às suas mais variadas cilindradas, potências, pesos e capacidades de frenagem.
O piloto bauruense Marcel Sona Cardoso é taxativo: após trocar de moto é preciso ter cautela na condução. “Não é porque a pessoa é habilitada que basta montar e rodar sem preocupações em um novo modelo. É preciso ir com calma, pois o motociclista ainda não conhece o comportamento da moto em frenagens, nas curvas, no piso molhado ou em situações de emergência, como passar por buracos. Assim, é fundamental familiarizar-se com o equipamento”, enfatiza.
Cardoso acrescenta que tal período de adaptação não é automático nem tão rápido como muitos podem pensar. “Até pilotos como eu teriam de adotar o mesmo procedimento, que vale tanto para quem troca a moto por uma mais potente como para aqueles que optam por modelos de menor cilindrada”, orienta. “Entretanto, a atenção deve ser ainda maior se for uma de cilindrada superior”, acrescenta.
De maneira geral, independentemente de ser em modelos 125 ou superesportivos de 1000 cilindradas, o piloto bauruense ensina que os cuidados básicos de segurança ao guidão envolvem, principalmente, o posicionamento corporal, o comportamento nas curvas e frenagens e os equipamentos de proteção. “Só que a pessoa só terá noção de como a moto responderá nessas situações após ter rodado uma certa quilometragem com ela. Por isso é tão importante adotar a cautela para que o motociclista se adeque aos poucos ao equipamento e conheça suas reações”, salienta.
Já se a troca foi por uma de cilindrada inferior ao que o motociclista estava acostumado, Cardoso considera que o condutor deve conscientizar-se das limitações impostas pelo equipamento. “Especialmente pela diferença de potência que ele sentirá nas ultrapassagens, além da forma de frenagem, que será totalmente diferente”, analisa Cardoso. E complementa: “Toda motocicleta é desenvolvida para usos específicos. No caso das 125 e 150, as mais vendidas no mercado nacional, elas são voltadas para a economia de combustível e de manutenção.”
Por isso, o piloto recomenda que, antes de adquirir qualquer moto, o condutor deve atentar-se para seu perfil de utilização. “Basicamente, ele deve pensar se a usará mais na cidade ou na estrada e se será mais no asfalto ou na terra. Assim, além de comprar um modelo mais adequado, a adaptação ao equipamento será mais fácil”, finaliza.