É uma utopia acreditar que o desarmamento da população brasileira seja a solução para o grave problema da Segurança Pública no País, pois acredito que a cultura do nosso povo, com raríssimas exceções, é levar vantagem em tudo, ainda como fator agravante o exemplo oriundo daqueles que legislam em causa própria.
Na condição de policial aposentado e com a experiência adquirida ao longo dos anos, apesar de não ser um expert, posso afirmar sem medo de errar que o marginal é um ser um quase normal, provido da mesma massa encefálica, uns com mais “QI”. Destarte, não gozam de superpoderes, têm o mesmo medo, a tristeza e a alegria.
Diante dessas considerações, o marginal sabedor de que a população estará desarmada, conta com as facilidades nas investidas da ação delituosa, sem o medo nas surpresas que podem acorrer no momento do ataque.
Pelo lado legal, o direito a legítima defesa é sagrado, incrustado na nossa Carta Magna, e tal medida pode ser ceifada com aquela idéia utópica.
Os senhores legisladores deveriam atentar para o alto risco, não serem induzidos ao erro pela mesma mídia que elege presidentes como promovem a sua degola.
Deveriam os senhores legisladores normatizar o assunto com regras próprias e modernas, o cidadão habilitar-se a compra da arma e munição, desde que possuidor de certificado do curso de tiro, manuseio, defesa pessoal, antecedentes criminais, psicotécnico, pois a marginalidade adquire o seu arsenal pelos meios clandestinos. É de salientar que hoje notamos que até para ser um bom açougueiro exige-se o respectivo certificado, sem contar tantas outras lides.
Finalizando, não podemos descartar a hipótese de termos governantes tiranos. E com a população desarmada, qual seria o poder de reação com foices e porretes?
João Fernandes Coelho da Silva - RG 3.897.759/IIRGD