Além de caminhões, ônibus e automóveis em geral, também compõem a cena do trânsito da cidade pessoas que têm como ferramenta de trabalho “veículos” que, apesar de suas diminutas dimensões, ocupam espaço no asfalto. Por isso, podem também protagonizar acidentes, na esmagadora maioria das vezes na condição de vítimas.
São pipoqueiros, sorveteiros e até as tradicionais vendedoras de uma famosa bebida láctea que percorrem as ruas de Bauru e que, para não atrapalhar os pedestres, evitam transitar pelos passeios públicos.
O sorveteiro Nélson de Moraes, 54 anos, diz que prefere transitar pelas calçadas justamente por temer a “concorrência” com os automóveis. “Quando não dá, vou pela rua mesmo”, diz, lembrando que fica sempre atento à sinalização para não ser atropelado.
“Eu respeito o semáforo, a placa de Pare e a faixa de pedestres. É como um carro, só que estou no lado mais fraco”, diz Moraes, que já nem liga para os xingamentos que ouve de motoristas. “Eles acham que estou atrapalhando.”