Bairros

‘Motociclista não é folgado’

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 1 min

Poucos personagens do trânsito ganharam tanto espaço nas ruas como os motociclistas. Segundo dados do Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran), em oito anos (1997 a 2005) a frota de motos cresceu 90%, contra uma alta de 20,8% no número de automóveis.

Com tamanha “invasão”, os conflitos tornaram-se inevitáveis. Na batalha por preciosos espaços nas ruas, motoristas e motociclistas se acusam mutuamente de serem “folgados” - gíria que designa aqueles que ultrapassam os próprios limites.

O motociclista Diemes de Moura, 29 anos, está há apenas três meses em Bauru trabalhando como mototaxista e entregador de pizzas, mas já pôde constatar que quem é desrespeitado mesmo são os condutores que transitam em duas rodas. “Pedestres cortam nossa frente no sinal verde e motoristas não dão seta. Ninguém nos respeita”, diz.

Moura, porém, admite que parte da fama dos motociclistas foi criada por uma parcela da categoria. “Tem motoqueiro ‘folgado’, mas os motoristas não ficam atrás”, afirma.

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