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Regularização se arrasta há anos

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Regularizar loteamentos que não respeitam critérios exigidos pela legislação demanda paciência para enfrentar litígios e um longo período de espera. Os moradores de um bairro da região noroeste, por exemplo, há pelo menos dez anos aguardam a transformação de um bosque numa área de lazer.

O local só tornou-se foco de atenção porque dispõe de um poço com cavernas submersas, que já fez três vítimas fatais. Após as mortes por afogamento, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) se comprometeu a cercar a área, iniciativa que vem sendo executada pelo loteador de uma região próxima.

“Pelas diretrizes, (o empreendedor) tem de deixar uma área verde. Mas como muitas casas ainda não foram construídas, a praça (a ser implementada) ficaria abandonada (em meio aos terrenos). Então, iniciaram benfeitorias (no bosque). Além do alambrado, vão colocar bancos e lixeiras”, explica o presidente da associação de moradores do Parque União, Antônio Carlos Yamashita. Ele espera que a entidade assuma o bosque em parceria com a iniciativa privada.

A proposta é aprovada por um comerciante da zona sul, que pediu para ter o nome preservado. Ele e os vizinhos aguardaram por dez anos a arborização de uma praça no bairro, já tomada pelo mato. Atualmente, ele também defende a participação popular. Porém, a mesma região concentra outros problemas decorrentes da iniciativa direta da comunidade.

Obras de um loteamento de alto padrão foram embargadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente porque teriam sido executadas no interior de reserva verde, iniciativa reprovada pelo órgão. O presidente do condomínio, no entanto, rechaça as informações. Ele pediu anonimato.

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