Economia & Negócios

Risco de demissões aumenta impasse

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O carteiro Leovaldo Garcia participou ontem do ato em defesa ao monopólio dos serviços postais, realizado na quadra 4 da rua Gérson França, em frente ao prédio dos Correios. Junto com colegas de trabalho de Bauru e de municípios como São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santos e do Vale do Paraíba, ele acompanhou discursos, que sucederam a apresentação de um vídeo institucional (sobre a empresa) apresentado na Câmara Municipal.

“Sendo público, já está difícil nosso trabalho. Fazemos entregas em locais complicados. (A quebra de exclusividade) provocará demissão”, diz. Segundo os cálculos do presidente do Sindicato dos Empregados dos Correios de Bauru e Região, José Aparecido Gândara, a concorrência no serviço postal resultará na demissão imediata de metade dos cerca de 800 funcionários de Bauru. “Será a extinção dos Correios”, diz. No Brasil, a ECT tem mais de 108 mil funcionários.

Mas na guerra dos números, a Associação Brasileira das Empresas de Distribuição (Abraed) sai na frente. O advogado da entidade, Marco Aurélio Souza, garante que se o monopólio não for quebrado 1,2 milhão de trabalhadores - que atualmente prestam serviços no ramo - estarão desempregados.

A informação não convence o presidente do Sindicato. Para Gândara, se a exclusividade de mercado dos Correios for quebrada, multinacionais disputarão o serviço. “Só empresa grande teria condição de oferecer (com a qualidade da ECT). Vão ficar as multinacionais e aquelas pé de chinelo. Além disso, no sedex já tem concorrência”, diz Gândara. Pelo cálculo do sindicalista, cerca de mil pessoas participaram da mobilização, que teria reunido 200 participantes, conforme a soma da Polícia Militar.

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