Tribuna do Leitor

O consumo animal


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Parabéns à granja avícola produtora de ovos “Cantinho do Sol”, que recebeu o título de registro do Serviço de Inspeção Municipal de Bauru, a primeira, nessa atividade, a receber o documento (JC, 26/8). A produção é classificada como orgânica, as aves são criadas soltas e têm alimentação natural. Isso mostra como uma ética de respeito à saúde humana e de compaixão pelos animais pode nortear os setores agropecuários e gerar viabilidade econômica.

Temos alternativas, atualmente, para diminuir ou parar de consumir produtos que sejam testados em animais e que exijam seu confinamento e sofrimentos atrozes. Há décadas, pouco se sabia e não havia divulgação dos processos de produção agroindustriais. Quase não se questionava a perda da saúde pública e a destruição da biodiversidade decorrentes da plantação de cana-de-açúcar e da instalação de usinas, por exemplo, ou a crueldade que precedia todo o consumo de carne animal. Hoje, dá para participar de um debate mais amplo que conteste a proliferação de usinas de cana-de-açúcar no Estado de SP e a pretensão de instalação de uma em Bauru (reportagem do JC, 26/8).

Alegar desconhecimento na era da informação rápida e massificada é quase impossível. Serve de desculpa para oportunistas, egoístas e alienados continuarem a viver “tranqüilos”, serve de justificativa para atitudes dúbias e cruéis. A falta de cidadania, o individualismo e o comodismo têm ligação com a política do “não tenho nada com isso” e “não quero nem saber”. Dá mostras também de preconceito dos que acham que as minorias, como os animais, não merecem estar na esfera das preocupações humanas. Conhecer para selecionar, saber para escolher, ler para aprender: eis alguns processos que ajudariam a construir uma postura de vida mais justa, compassiva e criteriosa. Em tempo: endosso o teor da carta de Camila e Bruna Joaquim Carneiro (JC, 25/8) e reforço o pedido - Desarmamento já!

Pedro de Souza Meira - RG 27.849.708-1

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