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Áreas de recarga devem ser priorizadas


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Estudos realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Meio Ambiente na região de Ribeirão Preto, desde 1995, apontam para os riscos de contaminação nas áreas de recarga do aqüífero. Principalmente em regiões onde há a predominância da monocultura.

O projeto intitulado “Uso agrícola das áreas de afloramento do aqüífero Guarani e implicações na qualidade da água subterrânea” detectou a contaminação da água com agrotóxicos usados na lavoura de cana, como herbicidas.

As culturas intensivas colocam o manancial em situação de risco, exigindo um manejo diferente da monocultura. A pesquisa sugere como exemplo adaptar as culturas mais próximas dos rios de forma gradativa: primeiro a mata ciliar, depois árvores frutíferas, pecuária e, em áreas mais distantes, o uso agrícola.

A região de Bauru também pode ser considerada como área de recarga do aqüífero Guarani, pois conta com 30% de cerrado. “Todos esses acidentes geológicos - as serras de Agudos, Brotas e Botucatu - são áreas de recarga”, diz Rodrigo Agostinho. Onde há falhas no basalto e locais em que o aqüífero aflora, a recarga acontece.

“O bioma cerrado também colabora na recarga do aqüífero. Na evaporação, joga umidade para a atmosfera e as raízes do cerrado, que são bem mais profundas (oito a dez metros), puxam e levam a água para o solo. Na evapotranspiração ficam bombeando as águas no subsolo, um sistema totalmente biológico”, acrescenta Agostinho.

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