Lençóis Paulista é conhecida em todo o Estado como a cidade fabricante de açúcar, álcool e pinga, embora o município tenha outras atividades que representam tanto quanto aquelas que determinaram o seu desenvolvimento. Com uma população estimada em 60 mil habitantes, Lençóis tem economia estabilizada e vive momento positivo com o fim do subsídio ao açúcar europeu.
A cachaça, que já representou muito para a economia local, é hoje um negócio acanhado que deve ser recuperado para alavancar o turismo ‘caipira’ na cidade. Os imigrantes italianos e espanhóis que povoaram Lençóis deixaram suas marcas; dos italianos ficou a fabricação de vinho e dos espanhóis as balas e bolachas.
A cidade, que já completou seus 147 anos, tem cerca de 85% de suas ruas asfaltadas. A atual administração pretende chegar ao fim de sua gestão com 100% delas pavimentadas, afirma o prefeito José Antonio Marise (PSDB).
Para ele, pavimentar 100% das ruas e melhorar o atendimento médico são os principais desafios de sua segunda administração. “A grande preocupação da população é a pavimentação das ruas. É um desafio, porque se gasta mais. O investimento é alto tanto para implantação de pavimentação quanto para a conservação daquilo que já está pavimentado.”
Outra preocupação da atual administração é com a saúde pública. “A população está empobrecendo. São poucas as famílias que têm condições de pagar um plano de saúde e esse contingente está sendo atendido na rede pública de saúde. Estamos percebendo, nos últimos anos, que a demanda aumentou muito.”
O desafio, para ele, é oferecer um atendimento de qualidade. “Precisamos implantar mais três postos de atendimento. No Jardim Primavera, na região do Jardim Príncipe e região das vilas Cruzeiro/Alvorada.”
A prefeitura aposta na medicina preventiva. “Temos quatro unidades do projeto Saúde da Família, que tem essa característica de prevenir a doença. Ao mesmo tempo que atuamos na prevenção temos de manter a cultura tradicional da medicina curativa. Enquanto não fizermos a transição definitiva para a preventiva, o município vai ter dificuldade com recursos.”
A saúde, segundo Marise, consome 15% do orçamento municipal, no mínimo. “Nesse ano vamos atingir 18%. A demanda por remédios também aumentou e isso tem tomado mais recursos públicos.”