Moradores da quadra 4 da rua Waldomiro Abílio, no Núcleo José Regino (Bauru 25), estão em pé de guerra contra os ratos. A moradora Talita Rafaela Maldonado alega que a infestação de roedores causou a morte de seu cão, um pit bull red nose de 10 meses. A suspeita do veterinário é que o animal tinha leptospirose, doença transmitida pela urina do rato.
O médico veterinário Osni Alamo Pinheiro Jr., que atendeu o pit bull na última quinta-feira em uma clínica particular, explica que não foram feitos exames de sangue para confirmar a doença, mas afirma que os sintomas eram semelhantes. “Há suspeita clínica porque não fizemos exames aprofundados para fechar o diagnóstico”, ressalta.
Ele comenta que optou por administrar remédios que combatessem a doença com base nos sintomas apresentados pelo cão e o histórico de contato com ratos informado por Maldonado. “No exame de urina feito na clínica, apresentou grande quantidade de proteína e glicose, o que poderia justificar um problema renal e a lepstopirose afeta o rim”, argumenta.
O veterinário acrescenta que o pit bull estava com febre de 41 graus quando a normal deveria ser 38,5 a 39,5 graus e a urina era escura. Maldonado foi orientada sobre a doença e levou o cão para casa. Entretanto, no dia seguinte a moradora voltou com o cachorro que apresentava piora no quadro clínico.
Segundo Pinheiro Jr., foi utilizado medicamentos complementares, mas ontem o cachorro não resistiu e morreu. Inconformada com a situação, Madonado acredita que o animal tinha pouca chance de se recuperar. “Ele não iria sarar com esse monte de rato aparecendo”, diz, inconformada.
Ela conta que reside há mais de dois anos na casa do José Regino e a aparição de ratos até então era esporádica. Entretanto, apenas neste mês, segundo ela, apareceram quatro ratazanas. Uma foi morta ontem na cozinha. Na casa de frente para a sua, os moradores mataram outra.
A vizinha Maria Sueli da Silva também flagrou, há mais de um mês, um rato na garagem de sua casa. “Ele já estava morto. Tenho duas cachorras e não sei se uma delas abocanhou ele”, relata. Silva explica que reside há quase 10 anos no imóvel onde a aparição de roedores é freqüente.
Lixo no bueiro
Talita Maldonado reclama que vizinhos costumam jogar lixo contendo resto de comida no bueiro em frente a sua casa, o que ela acredita que está atraindo os ratos. A moradora conta que já chegou até a brigar com vizinhos. “Algumas pessoas não olham em minha cara porque a gente vive catando encrenca. Jogam sacola com barrigada de peixe, pote de iogurte, saquinho de bolacha e salgadinho”, exemplifica.
A moradora entende que a prefeitura deveria também ajudar na limpeza do bueiro, fazer a dedetização e instalar uma tela na tampa para não passar detritos. Na quinta-feira, depois de deixar o cachorro no veterinário, a moradora conta que solicitou providências ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) no combate aos ratos.
Ontem, ela ligou para saber da visita do técnico e foi informada que a solicitação foi protocolada na sexta-feira à tarde e que o fiscal seria acionado apenas hoje (ontem). “A justificativa para a demora é que há apenas sete fiscais para toda a cidade”, diz.
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Doença
Causador: bactéria Leptospira
Transmissor: ratos
Transmissão: ingestão de água e alimentos contaminados com urina do rato e contato com água de enchentes
Atinge: seres humanos e animais
Principais Sintomas:
• Homens – febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e diarréia com sangue
• Animais – febre, rigidez muscular nas patas traseiras, feridas na boca com sangramento, diarréia com sangue e pele amarelada
Precaução: Deve ser tratada há tempo caso contrário leva a morte tanto do homem quanto do animal
Cuidados
Lixo
• Protegido em local fechado
• Colocar 1 hora antes da coleta
Alimentos
• Ração de animais não deve ficar à disposição
• Não deixe alimentos no forno
Criadouros
• Evitar restos de material de construção
• Evitar mato alto
• Evitar buracos na laje