Tribuna do Leitor

Paciência do Presidente


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Em seu discurso exótico e estéril, o presidente falou em paciência, benignidade e paz. Só faltou falar em doçura, como se falasse para uma elite corrompida e um povo imbecilizado.

E tem a petulância de pretender atacar o Ministério Público, em seu trabalho extraordinário em defesa da Nação. O povo que fica alheio aos negócios públicos não é um povo pacífico, mas um povo inútil.

O seu partido, o PT, tornou-se uma instituição proibitiva com desvantagens extraordinárias para a Nação em virtude do terreno lodacento que caminhou e repleto de temidos malfeitores e verdadeiros arruaceiros. Seus últimos anos são de podridão, um futuro carregado de funestos agoiros em torno de uma vasta muralha de lama. Esse flagelo, tão sedento de ouro, tão notável tanto pela sua crueldade com o povo sofrido, quanto pela sua corrupção.

O povo deve dizer um basta a essas ameaças aos mais sérios interesses da democracia, à essa presença dos ricos mais temerosos, ao arruinamento sucessivo dos nomes políticos, ao descrédito do poder, a essas complicações perigosas, compromissos clandestinos, o luxo ridículo e modoado das pequenas fortunas, à essa flacidez de uma anemia profunda e adiantada que enche de sombra a alma dos verdadeiros patriotas. É o que nos oferece o presidente e o seu partido. Felizmente, o Ministério Público é uma sentinela dos legítimos interesses nacionais e da defesa do povo brasileiro.

Blasco Peres Rego - Escritor - RG 2.064.022

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