Já senti muita raiva, mas nunca senti ódio. E nem sei se o que vossa vileza está despertando em mim é ódio ou apenas uma raiva maior do que qualquer outra que já senti, mas começo a pensar que o que sinto é intenso demais para ser simples raiva. Minha formação cristã e minha racionalidade me dizem que o ódio é um veneno e, portanto, não pode nunca ser tomado. No entanto, como controlar sentimento tão devastador? Tento compreender o que vossas “corrupcências” fazem baseado na premissa de que estamos todos sujeitos a tentações.
Quero pedir-lhes que parem para pensar. Imploro que busquem em algum lugar dentro de si algum resquício de humanidade, de compaixão. Será que os senhores já pensaram em quanto sofrimento o produto de vossos roubos poderia mitigar? Sei que os senhores não acreditam em Deus, senhores corruptos, e que rirão de mim, julgando-me ingênuo por pensar que posso tocar-lhes os corações. Mas guardem estas palavras: um dia irão se arrepender de seus crimes. Podem esperar.
Eduardo Guimarães