Para os moradores do Jardim Guadalajara, lixos, entulhos e matos altos ultrapassam as regiões próximas às linhas férreas. Em ruas como a Francisco Vidrih e na avenida Manoel da Silva, terrenos e calçadas estão repletos de lixo. “Tem muito mau cheiro, bichos (ratos e pernilongos) e sempre tem mato alto. Pessoas de outros lugares jogam lixo aqui”, afirma a vendedora Terezinha Caetano.
Moradora do bairro há 31 anos, a vendedora Doroci Brega reclama do abandono do local. “Se olha para os lados e só se vê sujeira. O bairro está uma ilha cercada por mato e lixo”, lamenta a vendedora Doroci Brega.
O titular da da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), Nélson Fio, afirma que as ruas do Jardim Guadalajara foram limpas há dois meses. “Limpamos os lugares, mas dali a poucos dias já está sujo novamente. A população também tem que colaborar”, diz.
Atualmente, a Sear mantém 20 funcionários para serviços de limpeza em áreas públicas. O número considerado pequeno pelo próprio secretário tem que ser compensado com trabalhos de fiscalização e conscientização.
“Enquanto as pessoas não se conscientizarem que estão piorando a situação e que podem contrair doenças fica complicado. Não conseguimos atender a todos”, afirma. Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), pessoas que jogam lixo em áreas públicas podem ser autuadas pelo órgão e convocadas para limparem o local.