São Paulo - Integrantes do Campo Majoritário se reuniram ontem em São Paulo para decidir se a chapa que concorrerá no Processo de Eleição Interna (PED) manterá ou não nomes de parlamentares hoje no centro do escândalo do “mensalão”. Por enquanto eles ficam. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu disse que não sairá da chapa argumentando que sua saída poderia fragilizar sua própria defesa - e de outros petistas na lista de “cassáveis” - no Congresso.
Nenhum dos acusados de envolvimento no suposto “mensalão” manifestou também disposição de abandonar da chapa. Houve pressão para a saída de Dirceu, mas acabou sendo decidido que não será levado à votação a proposta de retirada do nome dele da chapa. Em resposta aos apelos dos petistas para deixar de concorrer, o ex-ministro disse que não sai de jeito nenhum.
“É pré-julgamento, é ser condenado antes do tempo.” José Dirceu se queixou da atuação do presidente interino do PT, Tarso Genro, para que deixasse a chapa. “Não tenho função nenhuma na chapa, nenhum, cargo”.
O candidato a presidente do PT pelo Campo Majoritário, o secretário-geral do partido, Ricardo Berzoini, rejeitou votação para propor a retirada do nome de Dirceu. “É uma decisão de foro íntimo. Cada um decide o que quer fazer. Sou solidário a qualquer decisão.”
O Diretório Nacional pode decidir hoje abrir processo ético interno contra os acusados, mesmo sem o resultado da sindicância que o partido deve realizar.