O Manifesto de Fundação do PT, há 25 anos, afirmava que “os trabalhadores querem a independência nacional. Entendem que a nação é o povo e, por isso, sabem que o país só será efetivamente independente quando o Estado for dirigido pelas massas trabalhadoras”.
De fato, uma nação soberana pede um estado dos trabalhadores e um partido dos trabalhadores.
Três anos depois da eleição de Lula, que contraste neste 7 de Setembro!
Por exigência da política ditada por Washington, nos sete primeiros meses deste ano foi feito o maior “ajuste fiscal” da história: R$ 69 bilhões – quase o dobro de todos gastos sociais do governo federal! - foram retirados do Orçamento para fazer superávit fiscal primário. E, ainda assim, não cobriram os juros da dívida que comeu R$ 105 bilhões.
Por isso, sob o governo Lula, 27 milhões de trabalhadores (40% da população ativa) vivem desempregados ou na economia informal, sem cobertura da seguridade social e de direitos trabalhistas. Cerca de 20 milhões de famílias, ou seja, 82 milhões de pessoas pobres, vivem com menos de dois salários mínimos mensais.
É hora de ir à luta.
O Encontro Nacional de Trabalhadores do Campo e da Cidade, realizado no dia 4 de setembro, em São Paulo, e que reuniu mais de 700 trabalhadores de todo o país, é uma força nacional que adotou exigências dirigidas ao governo federal que serão apresentadas em todas nossas organizações e também nas ruas: Contra as privatizações; Estatização das fábricas ocupadas e Reestatização das Ferrovias e empresas privatizadas; Assentamento de 1 milhão de famílias.
O caminho se faz andando.
Enquanto uma brutal crise afunda o PT num mar de lama – por conta daquela política de pagamento da dívida ditada por Washington - um grande agrupamento se desenvolve em meio à crise. É um agrupamento ao redor do Manifesto de Fundação do PT.
Milhares de petistas, jovens e trabalhadores, inclusive parlamentares, já tomaram posição pelo Encontro de Relançamento do Manifesto, que será realizado em 27/11/2005, em São Paulo.
A burguesia - e a direita se enganam se pensam que já acabaram “com essa raça” -, como pretende o senador Bornhausen (PFL)! Nós não “acabamos”, nós só começamos!
Nos locais de trabalho assim como nas visitas aos filiados para o processo de eleição direta do PT, a ser realizado em 18/9, uma discussão está aberta: é hora de Relançar o Manifesto!
É, conforme os seus princípios originais, exigindo o fim da política de pagamento da dívida que sufoca a nação e a ruptura dessas alianças que envergonham os trabalhadores, que podemos “reivindicar a continuidade do PT como instrumento da luta pela emancipação dos trabalhadores”. É o que está na ordem do dia!
Roque Ferreira - membro da corrente o Trabalho e integrante do Diretório Estadual do PT