O Departamento de Água e Esgoto (DAE) assinou, nesta semana, com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), contrato de prestação de serviço que prevê meta de economia de consumo de energia elétrica em poços profundos. A autarquia consome R$ 400 mil com as faturas de 28 poços por mês. O programa vai ser iniciado pelo poço do núcleo Mary Dota.
Segundo a assessoria de imprensa, o contrato de suprimento e fornecimento de energia elétrica assinado na última terça-feira prevê que o DAE fica desobrigado de pagar a contrapartida prevista no programa se a meta de economia de energia não for alcançada. A CPFL fica obrigada a investir R$ 150 mil na substituição dos equipamentos e instalações necessárias ao projeto.
O DAE, conforme a assessoria, vai pagar R$ 64.283,57, em 13 parcelas, para o investimento na redução de energia. O valor é coberto pela meta de economizar 369 megawatts/hora no ano no poço Mary Dota.
“O contrato prevê economia anual de R$ 63 mil aos cofres do departamento, conforme estima a CPFL, apenas se computando o consumo do poço Mary Dota. Os serviços inclusos na parceria vão cobrir todos os circuitos hidráulicos e elétricos que movem as bombas submersas de recalque e captação e a análise técnica em computador com medições hidráulicas e elétricas dos sistemas”, informa a assessoria.
A estimativa da companhia privada de energia elétrica é de que a economia mensal do poço Mary Dota seja de R$ 5.250,00 nas faturas. O poço apresentou, em fevereiro deste ano, fatura total de R$ 43.716,67. O DAE consome R$ 700 mil com energia em todos os setores. Excluindo o consumo da Estação de Tratamento de Água (Eta) e da sede administrativa, no Altos da Cidade, a autarquia gasta R$ 400 mil de conta da CPFL com os poços.
A proposta assinada pelo presidente do DAE, José Clemente Rezende, e o representante da direção comercial da CPFL, Carlos Augusto, gerente de divisão de Poder Público da companhia em Campinas (SP), é de racionalizar o consumo do sistema de produção de água dos poços profundos nas regiões do Mary Dota, Gasparini e Distrito Industrial III.
Apesar da meta, a assessoria comenta que a presidência não teme pelos resultados gerados pelo investimento. Isso porque em Igaraçu do Tietê a direção do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) contestou, em abril deste ano, a performance do programa. Segundo aquele órgão, os números apresentados demonstram que ocorreu aumento na despesa e não o inverso, como prevê o programa.
Sobre o eventual risco no resultado, a autarquia reforça que “o contrato prevê que o DAE não vai pagar nada se a economia prevista para o programa no poço Mary Dota não for alcançada”, comenta Clemente Rezende.
A partir da assinatura do contrato, a CPFL tem 30 dias para apresentar diagnóstico energético definitivo, projeto de execução e cronograma geral para ser submetido à aprovação da autarquia.
Ao receber a proposta do convênio, no início deste ano, a presidência do DAE comentou da necessidade de autorização legislativa, através de projeto de lei, para realizar o programa. Mas o DAE informa que, ouvido o setor jurídico, foi apontada a dispensa de lei específica para a execução do programa.