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Greve na Unesp deve ser discutida amanh

Patrícia Zamboni
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A greve de professores e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru deve continuar, pelo menos, até amanhã. Nesta terça-feira, representantes do Fórum das Seis (entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários das três universidades públicas paulistas) vão tentar participar de uma reunião com o colégio de líderes da Assembléia Legislativa (AL) de São Paulo, encontro que também contaria com a presença do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

De acordo com o presidente do Fórum das Seis, professor Milton Vieira do Prado Júnior, na terça-feira passada o veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao aumento do repasse de verbas às universidades públicas não foi votado porque, mais uma vez, não houve quórum na sessão da AL.

“Nós fomos recebidos por uma comissão do colégio de líderes e marcamos essa reunião para terça-feira (amanhã) para tentar negociação. Nosso objetivo é marcar uma data para que sejam iniciadas, o mais rápido possível, as discussões sobre o veto do governador ao aumento do repasse de verbas às universidades públicas estaduais. Não podemos perder mais tempo”, diz Prado Júnior.

Segundo ele, representantes de professores e funcionários da Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) farão, amanhã, um ato-vigília em São Paulo para chamar atenção para o problema da falta de verbas para o setor educacional.

“Para o dia 14, está marcado um grande ato da categoria com uma passeata que sairá do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e seguirá até a Assembléia Legislativa, em defesa da universidade pública. Mesmo que na terça-feira (amanhã) consigamos marcar uma data para o início das discussões sobre o veto do governador, o ato do dia 14 será mantido. Mas a minha expectativa é de que essa data seja marcada durante a reunião”, analisa o presidente do Fórum das Seis.

A categoria dos auditores fiscais da Receita Federal, que fez dois dias de paralisação em todo País na última semana, decidiu suspender as atividades por mais dois dias nesta semana, sendo terça e quarta-feira. Os auditores protestam contra a criação da Super Receita, que une as atividades da Secretaria da Receita Federal e da Receita Previdenciária.

Segundo o diretor do sindicato da categoria em Bauru, Marcelo Porto Rodrigues, nos portos, aeroportos e estações aduaneiras - como a Eadi/Bauru - durante os dois dias de paralisação será mantida a operação padrão, que consiste em liberar somente cargas e encomendas urgentes.

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