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Feira da Bondade teve saldo positivo

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A 28.ª edição da Feira da Bondade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru teve saldo positivo. Esse foi o balanço final do evento, encerrado ontem no Recinto Mello Moraes e que, segundo a comissão organizadora, levou entre 8 mil e 10 mil pessoas e teve previsão de arrecadação entre R$ 50 mil e R$ 60 mil durante os três dias de festa.

O evento é um dos mais tradicionais da cidade. Somente no ano passado, no Centro de Convenções Mixage, cerca de 8 mil pessoas participaram da festa que arrecadou R$ 60 mil. Neste ano, o público presente teve à disposição 25 estandes distribuídos entre barracas de alimentação, artesanato, lazer, brechó, churrascaria e pizzaria, além de shows musicais, exposições de carros antigos e minivacas e até cavalos e pôneis para as crianças passearem no recinto.

O encerramento da feira ocorreu ontem à noite com um desfile de moda, do qual participaram pessoas que fazem parte da história dos 40 anos da Apae: alunos, voluntários e membros da diretoria, com apoio da Maison Desireé. Para Olga Bicudo Tognozzi, presidente da Apae, o evento proporcionou um final de semana diferente para milhares de pessoas. “Uma de suas maiores virtudes é o fato de disponibilizar atrações para as mais variadas faixas etárias”, destacou.

Tognozzi ressaltou ainda a importância da feira para a construção do Centro de Reabilitação Física, orçado em mais de R$ 600 mil, uma vez que o dinheiro arrecadado será revertido para essa finalidade. “Felizmente, a comunidade bauruense e regional respondeu com muito carinho comparecendo em grande número, o que nos auxiliará demais nessa missão de construir o centro”, enfatizou a presidente da entidade.

A Apae mantém 400 alunos na escola para portadores de deficiência e mensalmente atende cerca de 250 pessoas de Bauru e mais 37 municípios da região no serviço de reabilitação de deficiência física congênita (nascida com o indivíduo) ou adquirida (seqüelas provocadas por acidentes ou doenças, como derrame e LER). A entidade é cadastrada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para oferecer a reabilitação e atualmente recebe os pacientes em um prédio provisório.

Tognozzi informou também que os recursos arrecadados nas duas feiras passadas, aliado ao que for reunido na edição 2005, será suficiente para lançar a pedra fundamental do centro, que será feito no próximo dia 22. “Evidente que ainda precisamos de mais dinheiro e, por isso, continuaremos a realizar campanhas e promoções e buscando novas alternativas de captação. Nossa expectativa é de concluir a obra dentro de até três anos”, finalizou.

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