São Paulo - O déficit habitacional subiu de 6,247 milhões de moradias em 1993 para 7,280 milhões de casas em 2003. Ou seja, houve uma evolução de 16,5% no déficit habitacional do País nesse período. A conclusão é de um estudo da GVconsult encomendado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon-SP) do Estado de São Paulo, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Estado de São Paulo possui 11,5 milhões de domicílios, ou seja, 23% do total do País. O déficit do Estado subiu de 1 milhão para 1,4 milhão de moradias de 1993 para 2003 - um acréscimo de 43%. Com isso, o Estado sozinho passou a responder por 20% do déficit total do País.
Segundo o SindusCon-SP, o principal problema de habitação do Estado é a coabitação familiar. De acordo com o estudo, o problema de falta de moradias é maior nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que concentram juntos 38% do déficit habitacional do País.
Em termos relativos (comparado com o número total de domicílios), os maiores problemas se localizam no Amazonas, Maranhão e Pará. Na outra ponta, Paraná, Santa Catarina e Goiás possuem os melhores indicadores de habitação.