Brasília - O empresário Sebastião Augusto Buani reafirmou ontem que pagou ao deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) pela prorrogação do contrato para explorar um dos restaurantes da Casa e que o documento classificado de “fraudulento†pelo atual presidente da Câmara foi assinado por ele em 4 de abril de 2002. “Eu continuo dizendo: esse documento foi assinado na minha presença no gabinete de apoio (de Severino Cavalcanti, então primeiro-secretário), lá na Câmara. Eu vou morrer dizendo issoâ€, disse o dono do restaurante.
Sobre o resultado da perícia apresentado por Severino em sua defesa, Buani insistiu em que cabe à Polícia Federal concluir se o documento é ou não falso. O empresário espera obter hoje, numa das agências do Bradesco, em Brasília, a única prova das acusações ao presidente da Câmara: as cópias de dois cheques que teriam sido usados como parte do pagamento pela prorrogação irregular do contrato com a Câmara e de uma das parcelas do chamado “mensalinhoâ€.
Severino nega que um de seus motoristas tenha descontado cheques de Sebastião Buani. Chamado de “inescrupuloso†e “ardiloso†pelo presidente da Câmara em seu pronunciamento, Sebastião Buani ironizou. Contou que até bem pouco tempo atrás era uma pessoa bem-vinda no gabinete de Severino Cavalcanti.