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Aprovação de Lula atinge pior nível

Por Cláudia Dianni | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Brasília - A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu o pior nível desde a sua posse, em janeiro de 2003, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. A aprovação do desempenho pessoal do presidente caiu de 59,9% em julho para 50% em setembro.

O número de brasileiros que desaprovam o desempenho de Lula aumentou de 30,2% para 39,4%. Considerada a queda dos que aprovam e o aumento dos que desaprovam, o presidente perdeu 19 pontos percentuais desde julho.

A pesquisa, realizada entre 6 e 8 de setembro em 194 cidades de 24 Estados, também apontou que, pela primeira vez, o atual governo foi considerado mais corrupto do que o anterior. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula continua com uma imagem melhor do que a de seu governo, como ocorre desde que assumiu o cargo, mas o governo também perdeu pontos, embora menos do que o próprio presidente.

Em julho 40,3% dos entrevistados avaliaram positivamente o governo e em setembro, 35,8%. Em julho, 37,1% avaliaram o governo como regular e em setembro, 38,2%. O número dos que tem uma avaliação negativa do governo subiu de 20% para 24%.

De acordo com o presidente da Sensus e coordenador da pesquisa, Ricardo Guedes, 50% de avaliação pessoal positiva é um ponto crítico para um político. Segundo ele, um candidato com menos de 50% de aprovação na avaliação pessoal tem chances mínimas de se eleger.

Outro salto revelado pela pesquisa foi na percepção de corrupção no governo. Considerando os que acham que a corrupção no governo Lula aumentou muito e os que acham que aumentou um pouco, houve um aumento de 14,2% desde julho. Na pesquisa anterior, 20,2% disseram que a corrupção aumentou muito. Desta vez foram 35,9%.

Em julho, 26,7% dos entrevistados disseram que a corrupção no atual governo era maior do que no governo de Fernando Henrique Cardoso, mas o número dos que consideravam o governo Lula menos corrupto do que o anterior era maior, 31,4%.

Desta vez os números se inverteram. Em setembro, 48,9% disseram que atualmente a corrupção é maior e 16,8% afirmaram que é menor.

A pesquisa também indica que a credibilidade dos parlamentares diminui em comparação com o poder Executivo. Em julho, 21,1% dos entrevistados disseram que a corrupção no Brasil ocorre no Poder Executivo, 12,5% disseram que ocorre mais no Legislativo e 33,3% achavam que ocorre em todos os Poderes.

Em setembro 22,6% disseram que a corrupção ocorre mais no Legislativo, 16,1% no Executivo e 33,2% em todos os poderes.

Também cresceu de 12% para 13,5% o número de brasileiros que acreditam que os casos de corrupção que têm sido noticiados estão mais vinculados ao presidente Lula. Dos entrevistados 39,1% acreditam que os casos estão mais vinculados ao PT e 24,2% acham que estão mais ligados ao Congresso.

Sobre os discursos do presidente, 31% disseram que acreditam no que ele fala, 38,9% que não acreditam e 26% acreditam em parte.

Mas a crise política já começa a afetar a confiança na economia. O número dos que confiam na economia brasileira nos próximos seis meses caiu de 45,6% para 41,2% e dos que não confiam aumentou de 46,8% para 48,6%. Para 34,9% a política econômica está no rumo certo. Antes eram 40,2%. De forma geral, o índice de satisfação com o país caiu de 60,75% para 59%.

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